Meta-identificação

Alice abre a porta da geladeira, bocejando. Passou o dia quase todo lendo e está se sentindo fora da realidade, como se sua própria vida tivesse se tornado insubstancial diante da ficção que a absorveu tanto.
Depois que você foi embora, Maggie O’Farrell

Talvez nunca tenha me identificado tanto com um personagem quanto no momento em que li esta frase. Empatias, várias, já senti e continuarei sentindo, posto que são a substância que constitui o prazer de ler.

Mas a sensação de repentinamente tornar a realidade mais irreal que o livro que me absorve, essa eu entendo completamente, vivencio cotidianamente, e no momento mesmo em que lia a frase era assim que me sentia, como se eu e Alice fôssemos, apenas naquele breve instante (já que de resto nossas trajetórias não têm mais nada em comum), a mesma pessoa.

E você? Quando lê ficção, como é sua experiência? Me conta.

-Monix-

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