Não tenho mais idade para

(inspirada na minha amiga motherna)

1. Começar a fumar
2. Não saber dirigir
3. Me importar com a opinião dos outros
4. Gostar de micareta
5. Dar uma guinada radical na carreira Subestimar minha qualificação profissional
6. Discutir política (e acreditem, eu não discuto)
7. Me levar muito a sério
8. Acreditar em tudo o que me dizem
9. Julgar os outros
10. Mascar chicletes
11. Acampar pela primeira vez
12. Aprender a soltar pipa
13. Ter medo de me embebedar
14. Desacreditar no poder da dúvida
15. Não admitir que não sei
16. Dizer que “não me arrependo que fiz, só do que não fiz”
17. Precisar de despertador
18. Desconhecer meu corpo
19. Não gozar (thanks, Laura)
20. Acreditar em Papai Noel
21. Esconder minhas cafonices
22. Carregar peso
23. Não saber mandar e…
24. Não saber delegar (conceitos diferentes, pessoas)
25. Fazer economias burras
26. Dar corda para fofocas mesquinhas
27. Me envergonhar das minhas escolhas
28. Fantasiar o futuro
29. Ignorar o passado
30. Idealizar meus pais
31. Virar noites na balada (pelo menos não impunemente)
32. Me alimentar mal
33. Tomar banho de chuva
34. Esquecer de passar o filtro solar
35. Precisar que cuidem de mim, e, no entanto…
36. Não precisar que cuidem de mim
37. Desprezar o valor de um “sapato bom”
38. Ser vítima da moda
39. Reaprender a andar de patins
40. Correr riscos desnecessários

Este post foi publicado em 25 de outubro de 2006. Como falta menos de um mês para a simbólica comemoração dos meus 40 anos, a sócia me cutucou e eu achei uma ótima ideia reeditar essa listinha. Me senti super trabalhada na coerência, afinal em quatro anos só adaptei um dos 36 itens originais.

Agora me contem, não precisam fazer uma lista tão completa, só no básico mesmo: vocês não têm mais idade para o quê?

-Monix-

SAC Dufas

Preocupada com a Lígia e com outros leitores que nos acompanham pelo feed e continuam assistindo a ressucitação de posts de 3,4 anos atrás (sim, nosotras temos, digamos, lastro internético, huahauhuha!), introduzi uma modificação (ui!). Os posts migrados do endereço antigo têm a data no título ou imediamente abaixo dele, à direita . Assim identifica-se rapidamente a safra do post (ó que finura, post com safra!).

Mais uma vez pedimos desculpas por qualquer incômodo causado à audiência.

Duas Fridas, servindo bem pra servir sempre (or something like that)

Crise

LAERTE-09-07.jpg

Da série ‘Inexequíveis’

E tem como?

Helê

Quem você é

Expedidora de raios

Tenho que inaugurar pra mim um jeito novo. Eu falo muito, eu sei disso, mas é só porque ainda não achei minha forma. Quando isto acontecer, vou ficar contida e poderosa, cheia de força como uma nuvem preta expedidora de raio. Santo é assim, não é?…
Quero o que se deve querer, já que, conforme o mandamento, somos todos chamados à perfeição: é por isso, é por estrito senso de dever que eu quero o mais custoso. Gosto de coisa boa. Me incomoda pensar que pode ser o capeta que tá me confundindo, enchendo a minha cabeça com esta precisão de distinguir, em vez de me dar folga pra viver sem complicação que, pra mim, é o seguinte: comer sem fazer jejum. Amar sem fazer jejum. Ter licença de abrir o coração pra quem eu quiser. Abrir o coração, bem explicado: amar sem jejum de sentimento. Isto implica o esforço natural e necessário de conseguir manter o amor: um decotezinho mais brejeiro, batom Anaconda de brilho, um puxadinho de nada de lápis crayon no cantinho dos olhos, fazer aquela cara que eu sei fazer, pondo minha alma todinha num certo modo de baixar e levantar os olhos, primeiro oblíquo, depois directo. Porque eu gosto da humanidade, em particular da representação masculina da humanidade. É muito divertido comerciar com os homens, estimulante como nenhuma outra coisa é. Eles ficam encantadores, querendo pegar a gente em falso. Isso o homem comum. Imagine os santos! Fico em estado de loucura, tentação tentada. Tem coisas que eu faço bem. Posso fazê-las mesmo? Tudo é de Deus, menos o pecado. Você que me escuta e tem coração maldoso, ri pra dentro pensando que eu sou fácil. Não sou…

Adélia Prado in solte os cachorros

Helê

Ei! Aqui embaixo!

Isso! Bom finde.

Helê

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