Despedida

Ontem ele partiu. Apesar do nosso amor, digamos, tórrido, não percebi. Recordo que olhei o entardecer no Jockey Clube – um dos mais belos dos muitos possíveis nesta cidade – com a admiração de sempre, mas também com uma ponta de inesperada melancolia. Era ele partindo, e eu não sabia. Mas sentia.

Não é definitivo. Ele volta, sempre. Mas sua presença vai rarear, e ele deixará de me envolver e aquecer daquele jeito único, provocando uma alegria que só ele sabe me dar. Chega o outono e sua luz magnífica – ah, os azuis de maio! – mas ainda assim vou suspirar de saudades. E me guardar para quando ele voltar intenso, festivo, arrasador.

E esperar como esperam os amantes.

Valeu, Verão.

Helê

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