I’ve tried

Bom finde!

Helê

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Padrões (e coincidências)

É engraçado como isso acontece sempre: as ideias estão no chão, já diziam os Titãs.

Hoje de manhã trocaram meu monitor do trabalho por um widescreen.  Eu não gosto, porque a resolução de tela adequada nunca está disponível na placa de vídeo (or something like that), e o resultado é que tudo fica deformado. Eu abro uma foto do meu filho e ele está com a cara redonda e as pernas atarracadas. A logomarca da empresa aparece totalmente distorcida no topo do site. Um saco. Mas vai explicar pro colega do suporte que ver a tela esticada é uma droga? Ele acha a coisa mais normal do mundo. (Assim como quase todo mundo que eu conheço que tem TV widescreen em casa acha a coisa mais normal do mundo ver o Bonner e a Bernardes com as caras achatadas/esticadas, ou a bola de futebol em formato quase oval, enfim.) Para piorar, o moço do suporte afirmou, convicto, que esta é a maneira correta de ser ver as imagens em telas wide. Um amigo do meu setor tentou me socorrer, dizendo que é uma questão de configurar a TV. “Mas aí ficam aquelas tarjas pretas na lateral! Você perde imagem!”

Agora vai explicar que a gente perde imagem é na situação inversa, minha gente? Quando a cena é captada em formato wide, ou para a tela de cinema, e passa na tela comum, são feitos cortes laterais que fazem com que a gente deixe de ver uma parte considerável.

Notaram que um dos personagens simplesmente sumiu da tela?
Fonte da imagem: Cinedie.com

Eu já fico p* de ter que ver um filme com as laterais cortadas, mas essa guerra já estava perdida mesmo antes de começar; agora a alternativa vai ser ver a imagem cortada E deformada?

Bom, mas isso é na TV, né? Computador é outra coisa. E cá estou eu tentando me adaptar, pois, como eu previa, a resolução ideal para meu monitor não existe na placa de vídeo do computador, então fiquei com um meio termo entre a logomarca distorcida e a letra minúscula. Eu só queria que houvesse padrões únicos para as coisas da tecnologia. Que os monitores combinassem com as imagens geradas, que os controles remotos tivessem os botões nas mesmas posições, os celulares tivessem os mesmos menus, que os teclados tivessem as mesmas teclas, enfim, que para usar uma coisa a gente só precisasse usar, e não estudar intensamente seu manuseio e funcionamento.

E a coincidência? Bom, é que enquanto eu pensava se esse assunto rendia ou não tema para um post, a anna v. foi lá e puxou o assunto. As ideias estão no chão. Pois aí eu tive que vir dar meus pitacos também. 🙂

-Monix-

Gamei

Não, eu não sou  fã de cachorros. Prefiro gatos. Aliás, prefiro os bichos  selvagens que vejo no Animal Planet, NG e que tais. Definitivamente, não sou uma “puppy person”. Mas por esse aí eu me apaixonei, à 1ª vista.

Helê

Continuando a série…

…tapetes sinceros:

Bom finde.

Helê

Depois do temporal

Antes de mais nada, vou dar notícias do meu paradeiro na(s) chuva(s)*. Segunda à noite, voltando do trabalho, meu trajeto passou pela Glória e Laranjeiras, onde enfrentei vários pontos de alagamento, subi até o Rebouças com tranquilidade, fugi do acesso ao Humaitá – que estava impraticável, com carros enguiçados e tudo -, entrei em Botafogo via Fonte da Saudade, provavelmente minutos antes do transbordamento da Lagoa Rodrigo de Freitas (o nível da água estava altíssimo), encarei a Voluntários da Pátria completamente alagada e com lixo boiando, mas cheguei em casa seca e salva. Terça nem pus o nariz fora de casa. Minha rua também alagou, e por isso logo de manhã liguei a TV, a tempo de ver o prefeito recomendando que ninguém saísse de casa, o que, como boa moça obediente que sou, atendi prontamente.

À noite fiquei sabendo que a Ana Paula tinha passado a noite dentro do carro, na Tijuca, e fiquei preocupada; por isso liguei para saber se ela estava bem (não estava: tinha passado o dia com enxaqueca, e não é para menos).

Enfim, depois desse não tão breve colorido pessoal, vou entrar no assunto. Conversando com a Ana, que enquanto estava presa dentro de um carro não deixou de ser urbanista, nos perguntávamos o que levou a cidade a sofrer tanto desta vez, tão mais que em inúmeras outras enchentes. Porque desta vez foi pior, muito pior; mas o fato é que o Rio de Janeiro já deveria estar acostumado a isso. Meus pais se conheceram no rescaldo da enchente de 1967 – a de 1966 está famosa nas análises da tragédia atual, mas no ano seguinte houve outra, e no outro, e ainda no seguinte, e provavelmente nos anteriores, porque final de verão no Rio é assim: molhado. Muito.

Lembro de tantas situações em que a rua onde morava com meus pais se transformou em um rio caudaloso. Minha mãe até hoje mora lá, e é só chover mais forte para a gente ligar a TV e ver imagens do trecho de rua em frente ao prédio dela – é um dos pontos que tradicionalmente são mostrados nas reportagens. Já desci do campus da Praia Vermelha até a Praia de Botafogo, sem perspectiva de voltar para casa, com água pelos joelhos. Acabei acampando na casa de um amigo. Naquela noite, minha mãe também abrigou um casal de amigos que voltava de São Conrado e ficou preso no meio do trajeto, sem ter para onde ir. Histórias de riscos e solidariedades, temos muitas. Minha irmã caiu num bueiro uma vez, e só se salvou porque a rua alagada era uma ladeira, e a própria correnteza da água a tirou lá de dentro. Um susto danado.

Todas essas histórias aconteceram em outras enchentes, outros carnavais.

Mas então porque é que a cada vez que chove forte (eu sei que esta chuva teve uma intensidade sem precedentes) a gente reage como se fosse a primeira chuva do mundo? “Nossa, que chuva! A rua está toda alagada! O trânsito está caótico! Socorro, a encosta está deslizando!”

A Ana Paula levantou a hipótese de que em países mais desenvolvidos as cidades seriam mais preparadas no sentido de evitar catástrofes naturais. Eu não sei, nunca morei fora do Brasil. Se houver algum leitor emigrado que possa dar seu testemunho, agradeço. Mas me parece que as intempéries acontecem em todos os lugares do mundo, sendo que fora dos trópicos, além das enchentes há também nevascas, cujas consequências são até mais graves. A diferença é que as cidades têm planos de emergência. As agências especializadas emitem alertas (numa googlada rápida, achei este site inglês específico para inundações; acredito que haja dezenas de outros, em diversos países, mas não sei com certeza). A população é orientada permanentemente sobre o que fazer.

Acho que é isso que falta por aqui: planejamento. Até nas crises pode haver contingências, e nós não estamos nem um pouco preparados para isso. Além de cada um fazer sua parte, não jogando lixo nas galerias pluviais, respeitando os códigos de ocupação de solo, etc e tal, e para além das políticas habitacionais necessárias (que a Ana Paula explica muito melhor que eu), acho que as autoridades deveriam instruir as pessoas sobre o que fazer em situação de emergência. Em caso de chuva forte por mais de uma hora, os carros devem ficar na garagem, o acesso a áreas de alagamento é fechado, as alternativas são X, Y e Z, a defesa civil tomará tais medidas, moradores de área de risco são deslocados para os abrigos tais e tais… enfim, eu não sei quais deveriam ser as características do plano. Mas sei que deveria existir um plano.

-Monix-

* No meu tempo de TV Manchete, um amigo repórter implicava – com razão – com a expressão “as chuvas”. Afinal, a chuva é uma só, ou não é? Neste caso, foram várias mesmo, daí o plural.

Fantasmas e monstros

A frase é simples, mas … vindo de quem vem, né? O cara sabe do que tá falando. Mêda.

Helê

A chuva e as Fridas

Para quem porventura se interessar: nosotras estamos bien, gracias.

Duas Fridas

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