Morando sozinha – perrengues

Esse é o meu top 3 das situações difíceis para quem vive só:

Encontrar um bicho escroto

Achei a denominação titânica a mais adequada, porque varia muito de pessoa pra pessoa. Em geral enfrento e mato – que jeito?  – e me sinto uma das Superpoderosas depois. Mas já paguei  o mico de esperar passar alguém no corredor e pedir, com essa cara de pau preta que deus me deu: “Vizinho, faz favô de matar aquela casacuda ali pra mim?” Mas o maior susto quem me deu foi, veja você, um gato que entrou em casa de madrugada, revirando a caixa de sapatos. Um felino, evidentemente.

Ficar doente

Outra situação especialmente difícil em carreira solo. Você fica emocionalmente debilitado também, com peninha de si. Às vezes é só uma gripezinha, mas você se sente meio abandonado. Da última vez que tive um febrão de 39º fiquei pensando em todas as pessoas que eu poderia telefonar se piorasse, e isso já me deu conforto. Ou isso ou eu tava delirando e não reparei. Melhor convocar alguém ou pedir arrego à mãe mais próxima, a sua ou de outrem.

Achar um homem

…que fure a parede, troque a bica do tanque, instale o varal. Serviços gerais, moderadamente pesados. Nossa, que dificuldade um cabra que faça isso – e eu estou falando em serviço, não em favor. Você combina e o cidadão não vem, diz que vai ligar e some, mais ensaboado que centroavante ligeiro. Desculpaí se traio algum ideal do movimento, mas certas coisas eu não sei e não quero aprender – eu não quero saber furar parede, nem ter força suficiente pra apertar a carrapeta. Quero pagar alguém pra fazer isso pra mim, mas cadê?

E você, quais são os seus perrengues de solteirice? Para os homens, são os mesmos?

Helê

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10 Respostas

  1. “…eu não quero saber furar parede, nem ter força suficiente pra apertar a carrapeta. Quero pagar alguém pra fazer isso pra mim, mas cadê?”
    Também quero!!! Isso também acontece com que não mora sozinho, Helê… Ter marido em casa não é garantia para se safar desses perrengues, dou minha palavra. rs…

    Isso é verdade, Fernanda. E ainda vira fonte de desentendimento, porque às vezes o marido também é escorregadio, ou simplesmente só faz quando lhe apetece. Ou pior, o gajo às vezes não é prendado. Ou seja, falta generalizada de mão de obra. Que coisa, non? 🙂
    Beijo!
    H.

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  2. Helê,
    Eu não tenho medo de barata, mas lagartixa me deixa em pÂnico! Pra minha sorte o mano mora ao lado e o último grito lanscinante q ele escutou à meia noite veio correndo de cueca aqui pra casa. Ele tb quebra os meus galhos como faz tudo e qdo ele não pode eu apelo pra um dos 500 primos q estão sempre aqui por casa. Vantagens de quem tem família grande. 🙂

    Vem, cá, tu mora onde mesmo, fia? É muito longe ali da área da Tijuca? Porque eu só tenho uma irmã e um irmão sem habilidade específica. Então para de contar dinheiro na frente de pobre e socializa aí um primo, vai! Pode ser até de 3º grau, desde que tenha uma furadeira….
    H.

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  3. Essa lista ficou muito apropriada, eram essas mesmas coisas que me deixavam em apuros quando me separei. O trabalho braçal de consertos em casa, eu acabei assumindo: comprei furadeira, ferramentas e encarei os reparos. Matar baratas, tbém: contra todas as minhas convicções ecologicamente corretas, comprei inseticida e o mantenho fora do alcance de crianças mas sempre à mão.
    Também me amolavam as chateações com o carro: revisão, conserto na oficina, etc. Mas tive q assumir o lado borracharia da vida de descasada.

    Agora, para a tristeza de ficar doente sozinha o remédio é o mesmo da gripe: vitamina c, cama e esperar passar.

    bjos

    Bom, uma vantagem de não dirigir, menos uma pentelhação, e das grandes, né? O inseticida a Sócia já me ensinou, falta lembrar de comprar. Na lista de ferramentas para a emancipação ampla, geral e irrestrita 🙂
    beijão!

    Beijão, Meg.

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  4. o seu terceiro pra mim é o campeão: odeio!!!! e para completar meu top 3: carro (como disse a meg, acima, com a diferença que eu não sei e também não quero saber) e computador (vexame falar disso num meio em que todo mundo sabe tudo e eu não sei nem gravar um cd de música ou reproduzir um dvd!!!).

    Imagina, Surya, entre mexer no computador e entender como funciona vai uma distância, variável e às vezes maior que a gente pensa. Mas é muito desagradável ver que o dinheiro, além de não comprar felicidade, às vezes não te arruma um mecânico honesto nem um bom técnico de informática (como se a gente tivesse tanto assim, abafa!). 😀
    BJ,
    Helê

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  5. Com certeza passamos por perrengues também. Mas, para nós, seria mais ou menos assim:

    1) Achar uma mulher – uma boa faxineira que deixe sua casa um brinco e não fuxique suas coisas e/ou sua vida particular;

    2) Ficar doente – esse é ipsis litteris;

    3) Encontrar uma bicha escrota – já pensou? no corredor? e nem podemos dizer que “matamos” porque ela saca o estilete e parte pra cima!!!!

    Beijos!!!!

    HUAHAHAHAHAHAHAHAHA! Caraca, Sérgio, assim vc me mata de rir! E o esforço pra disfarça no selviço?! Só vou ler seus comentários em casa agora!
    Beijão!
    Helê

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    • Ahhahaha, tô rolando de rir com a resposta do Sergio.

      A parte q mais me aflige é a da barata voadora. Se bem que, graças ao bom Deus e ao condomínio exorbitante, meu prédio tem porteiro 24h. Basta discar 94 e voilá, chega o matador de baratas!

      Cara, e eu?! Li no trabalho e tive que me segurar muuuuito pra não dar uma daquelas gargalhadas!
      Os porteiros daqui quebram galhos, mas no dia e hora que precisei, ele não podia deixar a portaria 😦
      bj!

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  6. Sexta-feira fiquei trancada dentro de casa, maridón viajando, a empregada foi descansar, fechou a porta e minha chave estava dentro do carro…aí eu queria um chaveiro pra me livrar do cárcere privado, só isso…Mas, não foi preciso, minha vizinha me salvou do aperto, joguei a chave do carro e ela abriu o automóvel e tirou a chave de casa, ufa! Uma boa vizinha ou vizinho é tudo na hora do perrengue de morar sozinha.
    Beijo

    Nossa, que aperto, Fefê! Sabe que eu tb tenho a paranóia de perder a chave? Ainda bem que a vizinha te salvou!
    Beijos,
    H.

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  7. Uála!!! Acho que ficar doente é a pior parte; de resto, eu tiro de letra. É ÓTIMO MORAR SOZINHO, você pode trocar a companhia noturna sempre que bem entender. Só falta eu ficar rico!

    Quando ficar não esquece das amigas blogueiras não, viu 😉
    H.

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  8. helê, mesmo antes de me separar do 2º hubbie eu sempre passei por perrengue pq ele só sabia mesmo era trocar lâmpada, hahahahaha. aqui em casa quem sempre consertou ferro de passar roupa, rejuntou ladrilho do banheiro e pia da cozinha foi a otília. quanto aos bichos cascudos e voadores, eu não tenho medo: tenho é pavor mesmo, asco, dou chilique, subo na cadeira e faço escândalo. é um troço que foge a qualquer tentativa de racionalização. daí que se não tiver alguém pra matar eu saio pela porta e vou dormir na rua. simples assim, rs. beijocas

    No fim das contas, Cris, o importante é ficar em paz com suas escolhas, mesmo um delas seja dormir na rua. Simples assim, né mesmo ;-)?
    Beijos! H.

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