Waving flag

Eu sou o pior pesadelo do povo que acompanha futebol: a típica paraquedista da Copa do Mundo. Não entendo nada do esporte, mal sei quem é a bola, desconheço os jogadores, mas de 4 em 4 anos visto a camisa verdeamarela e torço emocionadamente.

É uma torcida mais patriótica que futebolística. É bem verdade que durante as poucas semanas de duração do campeonato aprendo os nomes dos jogadores (sim, sou tosca a ponto de não saber nem isso), finjo que entendi o conceito de impedimento, arranho a superfície da compreensão de técnicas e táticas, decoro a tabela. Dois dias depois da final, já não sei mais nada. Mas o que me importa é a festa que une o país inteiro em torno de uma ideia. A pátria de chuteiras é uma potência internacional, dentro de campo nós sabemos como funcionar, exploramos ao máximo o conceito de excelência que tanto nos faz falta nos serviços e na infraestrutura. Eu nasci na década de 1970, quando era considerado de bom-tom torcer contra e futebol era sinônimo de alienção política. Quarenta anos depois, a discussão já está mais do que superada, e acho o contrário: que os valores associados ao futebol brasileiro deveriam ser apropriados positivamente pela política, pelos negócios, pela cidadania.

Outra coisa que me fascina em Copas do Mundo é a possibilidade de ver as nações se enfrentando no âmbito do esporte – a forma que a civilização encontrou para canalizar a energia guerreira que todo país traz em si. A Copa, assim como as Olimpíadas (ainda que de forma mais diluída), ensina aos povos do mundo que é possível competir, afirmar superioridades e conquistas, sem destruir, sem belicismo. Acho do cacete.

Por fim, a cada competição de grande porte, aproveitamos para conhecer mais sobre os países que sediam o evento, sua cultura, costumes, diferenças e semelhanças. E não consigo pensar em uma forma mais interessante de se diminuir a beligerância entre os povos além desta: conhecê-los.

Boa Copa para todos nós – e que venha o hexa!

-Monix-

PS – De quebra, nesta Copa teremos o prazer de ouvir o mais belo hino já composto para uma competição esportiva. Salve a waving flag.

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Flashes do niver

Pra quem foi, foi bom demais, já cantou Gonzaguinha.Recuerdos de nossa festeeenha – com participações especiais, convidados e convidadas belíssimos e nosotras bem contentas.

Comentários, lá ou aqui, são sempre muitíssimo bem-vindos!

As Duas Fridas

Dura Lex ou a Menina e a Lei

Deve ser a idade, não sei, mas o fato é que minha filha acredita na força da lei. Com tamanha certeza que fiquei surpresa, imaginando de onde veio tamanha crença. Em duas ocasiões recentes o respeito ao código penal manifestou-se:

Cena 1:

Na rua, vemos uma pessoa recolhendo o cocô do cachorro. Comentamos a boa ação, e ela observa que a prática tornou-se frequente. Donde deduziu:

– Deve ter virado lei, mamãe.

– Não minha filha, não virou.

– Claro que virou lei, mãe, só pode!

*

Cena 2:

Vendo as modelos desfilando nas féxions uiquis da vida, seriíssimas, todas fazendo carão, ela pergunta, intrigada:

– Mãe, elas não podem rir não? É proibido? É contra a lei?

Helê

Desejos

Helê

Bom finde!

Helê

Caiu da boca

Funciona mais ou menos assim: na linha de montagem do meu cérebro, assim que um pensamento chega a ser minimamente formulado, abre-se um alçapão embaixo dele, o pensamento escorrega por um atalho e vai direto para o guichê de saída – mais conhecido como a minha grande boca – antes de passar pelo controle de qualidade e cumprir todas as formalidades de praxe.

Uma Dama não Comenta

Adorei a explicação da Dama, é muito bacana quando você encontra alguém que viu os mesmos desenhos que você quando era pequena. O que resulta nisso, nessa sequela que eu também tenho: uma mente emmode desenho animado, sobretudo os ACME, com alçapões, bombas e bigornas.

Meu controle de qualidade costuma ser mais rígido, mas vez ou outra acontece o que minha amiga Caetana chama de “cair da boca” – quando você se dá conta, pimba, já falou, já era. Por isso eu compreendo a Giovanna e me identfico com aquela canção do John Mayer, apropriadamente entitulada “My stupid mouth“.

Helê

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