Ficção & realidade

Parece mentira, mas deu na BBC Brasil:

Após namoro em asilo, idoso de 97 se casa com noiva de 87

Henry Kerr, de 97 anos, se casou com a namorada Valerie Berkowitz, de 87 anos, após cortejá-la durante quatro anos.(…) Kerr disse que quando pediu a mão de Valerie pela primeira vez, ela “caiu em uma gargalhada histérica”. Mas ela aceitou quando Kerr disse que não pediria novamente.

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Já essa aqui eu vi na série de ficção “The good wife”, mas há tempos não vejo uma fala tão lúcida.

Não acompanhei, mas o imbroglio central da série é fácil de sacar: Alicia, a mulher traída que aceita o marido de volta em casa – mas não no coração – tem uma queda pelo ex-colega de faculdade e atual chefe. Na cena final, o amorzinho platônico correspondido resolve deixar de ser Pacato e virar Gato Guerreiro: liga para Alicia e, quando vai, afinal, se declarar, ela interrompe dizendo “eu preciso de um plano”. Ela explica: “A parte do romance eu entendi. Mas eu dois filhos, um marido… Poesia é fácil. Difícil é reunião de pais”. A cena, sensacional, está no iutúbis, of claro.

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É isso aí, Alicia, poetry is easy!

Helê

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Sorry!

Helê

Da série “Carinho todo mundo quer”

Bom finde!

Helê

Pauliceia desvairada

Sejamos sinceros: a rivalidade Rio X São Paulo não é um mito. Existe, sim, uma implicância, digamos, fraternal por parte de cariocas e paulistas. 

Foto: Jefferson Pancieri / SPTuris

São Paulo – 1º Ato 

Eu sou carioca “da gema”, legítima, filha de pai e mãe cariocas. Mas meu avô materno era paulista, e a parte paulistana da família sempre foi bastante próxima de nós. Mais de uma vez passei férias em São Paulo quando era criança e adolescente, inclusive no interior, em Ribeirão Preto, Campinas, Ubatuba; visitamos até Itu, onde tiramos fotos no orelhão gigante (será que ainda existe?). 

Depois de adulta, voltei algumas vezes à capital paulista a passeio, sempre enfrentando olhares de estranhamento e espanto (“você vai passar o fim de semana em São Paulo???”). Vim ver a Bienal, visitei a Fal e muitas amigas que moram aqui. Conheci o Ibirapuera, o Masp, o Memorial da América Latina, o edifício Copan, o Pátio do Colégio, a Pinacoteca do Estado, o Simba Safári, o falecido parque da Mônica, a Vila Madalena, a Galeria do Rock, os museus da Língua Portuguesa e do Futebol. Já comi massa em cantina no Bixiga, em dia de festa da Achiropita, e na Mooca, ao som da tarantella. Já almocei em restaurante Hare Krischna e já tomei café da manhã nas padocas mais bacanas. Já andei de metrô, de ônibus, de táxi, de carro, a pé. Já fui a um casamento na Hebraica, comprei artesanato na feira da praça da República, comi bifum na feira da Liberdade e pastel na Benedito Calixto. 

Foto: Wanderley Celestino / SPTuris

 São Paulo – 2º Ato 

Recentemente passei a vir a São Paulo a trabalho toda semana. Estou fazendo o caminho inverso: conheci a cidade primeiro como turista, e só depois vi o lado business. São muitos estranhamentos – a relação de paulistas e cariocas com o trabalho é completamente diferente. Estou convivendo mais com os paulistanos, percebendo aspectos da relação deles com a cidade que não conhecia. Também estou, aos poucos, finalmente aprendendo a me situar em algumas regiões da cidade, que é muito difícil de decifrar à primeira vista. Por enquanto conheço apenas algumas vias principais, mas já sei pelo menos em que direção o táxi deve seguir. 

O que mais me espanta é a pujança da cidade. É com muita relutância que admito, mas São Paulo me faz me sentir uma caipira. O tamanho dos prédios, a quantidade de bairros nobres, de casas elegantes, de ruas movimentadíssimas, de restaurantes caros e lotados, tudo isso me intimida e me espanta a cada vez que volto aqui. Me impressiono com a multidão de pessoas que circula por todos os lugares, todos os dias. Me assusto com o gap monstruoso que existe entre a maior cidade do país e a segunda mais importante. São Paulo está em outro patamar. A existência de uma São Paulo é a face mais concreta (e de concreto) da absurda concentração de renda do Brasil. 

E mesmo assim, com tanta gente, a cidade já tão lotada, a cada vez que digo para um paulistano que pertenço à espécie rara de cariocas que adoram São Paulo, ouço sempre a mesma coisa: “por que você não vem morar aqui?” Gente! Eles deveriam estar devolvendo pessoas, e não trazendo mais habitantes para cá! Essa faceta dos paulistanos realmente me encanta. No Rio temos a cultura de que quem mora na cidade, carioca é. Em São Paulo, continuamos sendo sempre forasteiros – mas parece que para quem mora aqui, sempre cabe mais um. 

Monix, diretamente da terra da garoa, o túmulo do samba

Parabéns, Mô

Sim, foi ontem o tal dia do amigo, mas só hoje outro precioso — que temos o prazer de compartilhar, Claudioluiz — me deu o mote, avisando que é aniversário do tricolor das Laranjeiras.

Então vou aproveitar a deixa desse nosso amigo botafoguense para parabenizar você, Sociamada, cuja fluminice remonta aos ancestrais e foi devidamente legada para seu descendente. Provando meu proverbial senso democrático, felicitando também a Dedeia se não ela me mata,  e para tirar aquelas bebidas daqui que eu já não guentava mais: parabéns pelo aniversário do seu time –  que sendo o dele, é um pouco meu também, e muito nosso:

Favoritos das Fridas: bebidas

Margarita, Frida Helê


Sangria, Frida Monix


Ops!

Cuba Libre, los dos Fridas


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