Para uma boa semana

(Mais variações, sobre as quais falei um ano atrás)

Helê

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It happens

(Everyday people)

O genial neste cartoon é que ela não deixa de apreciar a própria ‘specialness‘ – mesmo que, às vezes,  ela não seja validada pelo outro. Autoestima é isso aí.

Quando crescer quero ser assim.

Helê

Entressafra

Esse é um período árido e difícil  – e eu não me refiro a agosto ou ao inverno, mas à entressafra de minisséries. As novas temporadas só começam em setembro; inédito só Glee, que eu acompanho com a pequena, é a nossa série. É ruim em muitos aspectos, mas o personagem principal, a música, nos mantém ligadas.

Para suportar a ausência de Gregory House na minha vida, baixei algumas coisas na internet, enquanto seu doctor não vem. A já citada ‘The good wife’ tem bons diálogos,  como disse a Grazi, e eu  sou chegada a uma court room. Mas aquela mulé se descabela muito pouco pros meus parâmetros, viu? Muito pheena, praticamente uma Monix. Sigo vendo, sem empolgação.

De “How I met your mother”  só vi o primeiro; achei bacaninha mas com uma indisfarçável vontade de ser Friends”. ‘Hung’  me venderam como comédia mas tem mais angústia do que eu esperava. Na sétima temporada “Wil & Grace” já haviam já perdido a mão, mas Jack MacFarland e Karen Walker sempre valem a pena. “Entourage” e “Damages” ainda aguardam uma chance.

Até agora a boa surpresa foi “The Modern Family”. Divertidíssimo.  O casal gay que adota um bebê, o coroa que casa com uma mulher muito mais jovem cujo filho tem a idade dos netos dele; e até a versão standard , paimãetrêsfilhos: todos pertencem à mesma família – esse potente gerador de amor & neuroses  que, por isso mesmo, é uma fonte inesgotável de comédia.

Helê

Obama’s pictures

(via tuíter da Lívia – thanks, prima)

Helê

Despicable me

Recomendo “Meu malvado favoritodicumforça. Bem feito, inteligente, com tiradas bacanas para os adultos que não atrapalham os pequenos. E engraçadíssimo, dei muitas e altas gargalhadas – em companhia da Primeira Leitora, Ana Paula Urbanamente Medeiros. O filme contraria certa tendência dos atuais infantis, que misturam humor com uma boa dose de emoção, como uma espécie de pedágio a ser pago antes ou depois de se largar rindo desbragadamente (sei de gente que desidratou nos recentes e excelentes ‘Up’ e ‘Toy Story 3’). Não que eu não tenha vertido uma lagriminha básica em “Meu malvado favorito” – porque, you know, “a pessoa é para o que nasce”. Mas é quase 100% de diversão e graça.

Helê

Em meses de desemprego…

. fui entrevistada para trabalhar numa fábrica de armas não-letais,

. visitei um Criad e vi mudanças no Degase;

. participei de uma seleção em que oito das dez candidatas usavam preto & branco (fora eu e outra ousada),

. aprendi a preencher um recibo de RPA;

. descobri a diferença entre marinha mercante e militar e também o que ‘prático’ é uma profissão;

. fiz um frila para a melhor colônia de férias do Rio, o Gato Mia;

. escrevi sobre os perigos da toalha molhada, como escolher seu criado mudo, as melhores cortinas, campeonato de videogame, conservando seu edredom;

. levei meses para receber por um serviço;

. dei uma palestra sobre raça & gênero, com powerpoint e tudo, e o roteiro foi feito a partir de posts e uma pleilist publicados aqui;

. recebi  a big help from my friends, as usual,

. e também a solidariedade de gente que nunca me viu, como a generosa Daniela Arrais;

. entre essas pessoas está a Maria Amélia, que me ensinou a cobrar pelo meu trabalho tendo em mente esta pérola : “Não me peça de graça a única coisa que posso vender”.

Foram meses de incerteza e temor, cujos aprendizados e cicatrizes ainda se fazem sentir. Talvez a gente nunca se recupere totalmente do rombo na autoestima, e persista uma vaga insegurança, uma permanente intranquilidade – que a gente tem que domar e transformar em inquietação criativa e propulsora, evitando a paranoia. Mais uma tarefa complexa nessa brincadeira sem volta de ser gente grande.

Helê

PS: Este post não deve ser lido separadamente – o comentário do Chris complementa e enriquece a conversa – porque vocês sabem, conversar com os leitores é a nossa pretensão mor 😉

Beijo para os pais

Helê

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