Sobre as eleições

 

Política já foi um tema mais recorrente aqui no blogue, eu pude perceber quando fazia a migração dos posts do blogger para cá. Mas a titular da cadeira sempre foi a Monix –
que também responde pelas editorias de turismo, gastronomia e cinema. (Você deve estar se peguntando o que é que eu faço nessa josta. Bobice, first place, música e polaróides do meu umbigo sob variados ângulos. Se você pensou no Pinky e o Cérebro, acertou).

Acontece que La Otra tem andando muito absorvida por tarefas mis que lhe roubam tempo de blogar (cartas à redação protestando, please). De minha parte, não acho que possa acrescentar algo novo ao debate eleitoral, sobretudo quando leio coisas escritas pela Lola, Marjorie, Mary W.,  Kellen ou master Idelber. Na maioria das vezes, um tuíte do Alex diz mais do que este post inteiro.

Então, depois de dois parágrafos pedindo desculpas disfarçada e antecipadamente, eu posso então dizer que fiquei satisfeita com o resultado das eleições para o legislativo, quando abri o site do TRE na segunda-feira. (Preciso contar que ainda me espanto com a rapidez da apuração e por poder acessar a informação sem intermediário, não precisar ler o jornal, mas ir direto no site do tribunal. Leave 20th century takes time). Meus dois candidatos foram eleitos, Chico Alencar e Marcelo Freixo para a Alerj, e houve a festejada renovação no senado que aposentou uma meia dúzia que já deu, né? Vibrei com a eleição do Jean Willys, por achar importante que um homossexual assumido e militante tenha uma cadeira no parlamento. Quando soube que o PT havia conseguido maioria na Câmara eu realmente me surpreendi, porque eu sou do tempo que o PT tinha 8 deputados e expulsou três porque votaram contra o partido (um deles foi a Bete Mendes). Eu vivi pra ver o PT ter maioria na câmara dos deputados – e pra não ficar esfuziante com isso, quem diria. Mas fiquei com a sensação de que houve avanço e mudança, o que é bastante numa eleição. Prefiro olhar para os ganhos do que ficar debochando de palhaços sem graça alguma.

Quanto ao executivo…bom, no Rio ganhou o Cabral menos interessante, o filho, e eu nem tive que ter o desgosto de votar no PMDB. Ouvi de um colega de trabalho a melhor explicação: “O Rio é como aquela mulher que era casada com um cara que batia nela, bebia, não trabalhava e saia com outras. Aí ela se separa e casa com um que só bebe. E fica feliz da vida, afinal ele só bebe”. Melhor explicação para a vitória tranquila do governador.

Na esfera federal eu acreditava numa vitória no 1º turno, porque a tal onda verde me parecia artificial. Acontece que funcionou, e lá vamos nós, para quando a campanha fica mais difícil e truculenta. No sábado eu entrei no túnel do tempo, o youtube, e revi o vídeo da Regina Duarte falando que tinha medo do Lula. E vi o quão baixo os caras são capazes de jogar, querendo incutir medo na população, trabalhando no plano puramente emocional. Ao mesmo tempo, chega a ser engraçado ver que o governo Lula melhorou em todas as áreas que a dona Regina tinha medo: controle da inflação, estabilidade econômica, posição do país diante da comunidade estrangeira.

Na minha mui humilde opinião, é preciso muita hora nessa calma, não cair nas armadilhas e valorizar a posse de bola – afinal de contas, não tem cabimento, entregar o jogo no segundo tempo, né mesmo?

Helê

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