Cidadania para los ninõs

Eu não poderia deixar de  comentar nossa participação no Bloco da Dilma no domingo passado. Para nosostras, duas cascudas, ex-balzacas, “meio intelectual e meio de esquerda”, foi mais uma manifestação política pública à qual participamos, não sem alguma preguiça, ainda mais num domingo cinzento. Mas essa teve um sabor especial porque levamos os fridinhos.

Foi uma experiência pitoresca a primeira passeata dessas crianças que, queira Deus, vão assistir à eleição da primeira mulher à presidência do Brasil – e mais tarde poderão dizer que participaram, de algum modo. Estavam animados e mais questionadores que nunca: “Mãe, o que é democracia?” “O que é partido?” “A Dilma e o Lula também votam?” “Porque ele escolheu ela pra ficar no lugar dele, mamãe?” Nós, polvas como só as mães conseguem ser, tentávamos passar lições de Cidadania 1 e 2, olhar o trânsito, segurar a mão dos rebentos e D. Monix ainda tuitava, vejam vocês.

Na verdade eles queriam detalhes, porque são ambos Lula kids, nascidos em 2002, de casais de histórico de esquerda . A minha fridinha quase chorou quando soube que o Lula, que ela adora, não ia mais ser presidente (“POR QUE não?!”), mas embarcou na campanha da Dilma, talvez antes que eu, “porque ela é do Lula, né, mamãe!”. Lo friducho, também com o voto firme, não teve dúvidas quando viu Cláudio Luiz chegando, estiloso, com uma camisa do Santo Guerreiro: “Mãe, o Serra é o dragão e a Dilma é o São Jorge!”.

Então, pssouas indecisas e eventuais peessedebistas que estejam nos lendo: como não votar na candidata dos nossos filhotes fofos? Heim? Heim? (Alô militância, últimos dias de campanha, temos que usar todas as armas! E você aí, que tá torcendo o nariz, isso não é golpe baixo, é da mais altíssima cepa!).

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Ainda teve o plus a mais de encontrar cazamigue da timeline, a galera com quem tuitamos. Haline, na verdade, foi o estopim de tudo: com um singelo “ué, leva a cria” me fez considerar a possibilidade. Quando dei a ideia para a pequena pessoa ela aderiu entusiasticamente e ainda sugeriu chamar a tia Moniquis e o pequeno, e lá estávamos nós, com mais a Lôra, su maridón e o filhote, além da Sabrina. Não ficamos muito tempo juntos porque o prazo de validade dos meninos venceu, mas foi uma delícia essa espécie de tuitação em 3D.

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Momento Hoje eu vou assim para passeata: eu dizendo pra filhota que nos eventos do PT o povo veste vermelho. Toca a procurar uma roupa dessa cor, revira armário e tals. Aí vou me vestir e lembro-me da minha camisa branca, agora vintage, com a frase “A esperança venceu o medo”, que tem ainda outro adicional histórico: tenho uma foto vestindo essa roupa com a pequena no colo, com dias de vida (Lula Kids, num disse?). Dúvida entre essa e a vermelha do Mengão (que inclusive já me deixava pronta pra torcer mais tarde). Vesti as duas e pedi a opinião da menor. “Mãe, a branca te deixou balofuda, a vermelha justa ficou melhor”. Em 2010, a estética venceu a história.

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Agora vou falar à vera pra vocês: sabem qual foi o ponto máximo da passeata pra mim? A hora que uma alegre e elegantíssima pssoua chegou pra mim e pra Mô e disse assim, na lata “Ei, vocês são minhas blogueiras favoritas! Você não disse que era pra gente se apresentar? Então!” Eu dei logo um abração, que eu sou disso, vocês sabem. La Outra, entre emocionada e atônita, só perguntava, “Mas quem é você, qual o seu nome?” E a leitora ainda chamou o marido e apresentou: “Essas são as Duas Fridas que eu leio sempre e tal”. E eu, eufórica, dizia pra Monix: “Deu certo, deu certo!” Corri e pedi pro Príncipe registrar o momento, porque aqui é assim, nós é que corremos pra tirar foto com leitor. Foi rápido e confuso – no mei da passeata, olhando as crianças – mas foi uma alegria enorme, emocionante mesmo, G., conhecer você e sentir esse carinho. Mirem-se no exemplo, leitores e leitoras!

 

Fãs da fã

Helê, com a revisão e aprovação da Monix

PS: Sem querer insistir, assim como quem não quer nada…aviso que estamos perto do comentário 3000, portanto, há mais uma Mariola Dufas em jogo…

Pideite!: Agora com foto da Gei – devidamente autorizada, que a gente não tá aqui pra fazer outing de ninguém, hohoho.

Das causas impossíveis

Salve São Judas Tadeu!

Poderoso São Judas, dá pra fazer meu salário durar mais que o mês?

Ou pelo menos empatar?

‘gradicida,

Helê

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