War – what is it good for*?

Na quinta-feira passada eu esperava o ônibus para ir ao trabalho naquele mode éprecisoestaratentoeforte. De repente, levantei os olhos e vi o outdoor do novo filme do Harry Potter com a frase: “Nenhum lugar é seguro”. Achei que estava dentro de uma charge do Chico Caruso ou de uma foto premiada, juro. Ou dentro do cartaz de ‘Tropa de Elite 3’.

*
Como sugeri aqui, mantive minha rotina, com adaptações. Como quase todo mundo, fornecia boletins após um deslocamento mais longo. Telefonemas, torpedos e até tuítes pra avisar “cheguei bem, tá tranquilo”. O que, fora as circunstâncias, não deixa de ser confortante, ter quem se importe.

*

Estava no trabalho quando transmitiram aquelas imagens dos criminosos fugindo da Vila Cruzeiro. Ali, ao vivo, tentávamos entender exatamente o que víamos, e discutia-se se era a polícia ou os bandidos correndo. Alguém disse “É a polícia, gente, não tem tanto bandido assim no Rio!” Pior é que tem. Bem mais.

*

Como contou o Mauro no blog dele, na semana passada houve flanelinha que incluiu extintor de incêndio entre os serviços oferecidos. Sem aumentar o preço, vejam vocês.

*

Comecei a achar que havia algo positivamente diferente quando, antes mesmo de acontecerem confrontos maiores, reforçaram a equipe do hospital mais próximo – providência que eu nunca tinha visto antes em situações semelhantes.
*

Voltamos à programação normal – nós que não moramos exatamente perto das áreas de influência ostensiva do tráfico. Mas ainda atentos e vigilantes, que esse foi o começo de algo que, honestamente, ninguém sabe com certeza o que será.

Helê

*War, a eletrizante canção interpretada por Edwin Starr que nosostras adoramos.

Anúncios
%d bloggers like this: