A rede

O que me impressionou em A Rede Social não foi o lance do Mark Zuckerberg roubando as ideias dos gêmeos atletas ou passando a perna no amigo brasileiro.

O que me impressionou foi que um sujeito completamente desprovido da capacidade de se relacionar com os outros – pelo menos assim ele é retratado pelo filme – conseguiu criar a ultimate rede de relacionamentos. Provavelmente por isso mesmo, é claro. Como ele estava “do lado de fora”, conseguiu criar um algoritmo que replica a forma como as pessoas se relacionam no mundo real para dentro da internet. Só um olhar estrangeiro possibilitaria tamanho insight. Porque na verdade o que diferencia o Facebook de outras redes que tinham surgido antes e de todas que surgiram depois é que ele se baseia em gente. Não em comunidades, como o Orkut, nem em compartilhamento de arquivos, links ou fotos, como quase todas (Fotolog, Myspace, Multiply, Flickr, Twitter e por aí vai), mas nas pessoas, no que elas fazem, do que gostam, com quem se relcionam. Esse é o segredo do sucesso da rede.

É por isso que dei razão ao Mark quando ele diz a um dos gêmeos Winkelvoss: ‘vocês não inventaram o Facebook. Eu inventei o Facebook.’ Fato.

-Monix-

Gostei tanto do filme que comprei o livro que o originou e devorei em dois dias.
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