Vai, filho

Ontem levei meu filho para seu primeiro acampamento. Em oito anos, é a primeira vez que vamos ficar tanto tempo sem nos falar. Eu já viajei sem ele, ele já viajou sem mim, mas sempre nos comunicávamos a cada 2 ou 3 dias no máximo. Desta vez serão 9 dias sozinho, por conta dele. E eu por minha conta.

Quando um filho nasce, também nasce uma mãe. O bebê é totalmente dependente dela, mas a gente não se prepara para o outro lado da moeda: a mãe também é dependente do bebê. Estruturamos nossa vida em função do filho que chega: horários de trabalho, rotinas da casa, decisões financeiras e profissionais e por aí vai.

Aí eles vão crescendo e a vidinha deles toma um rumo próprio. E nós ficamos meio sem saber o que fazer. Meu filho ainda é pequeno e esse é só o primeiro passo de uma jornada que ainda vai levá-lo para mais longe. E tem que ser assim, é o curso natural da vida. Mas não dá para evitar o sentimento de melancolia que vem junto com essa pequena conquista.

Ontem levei meu filho para seu primeiro acampamento e voltei para casa sentindo um misto de saudade e orgulho, uma alegria meio triste que teima em não ir embora.

-Monix

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