Cinema é a maior diversão

Nem sempre a gente vai ao cinema esperando uma experiência transcedental, transformadora ou emocionalmente profunda. Às vezes a gente só quer mesmo se divertir.

Mas que é um saco, é. As pessoas simplesmente perderam o encanto pela sala de cinema. Eu não sou uma pessoa nostálgica – embora já tenha idade para isso 😉 – mas pelo amor, tem certas coisas que não aturo.

Pipoca e cinema combinam, tudo bem, mas precisa fazer tanto barulho comendo? E as conversas em voz alta, como se não houvesse ninguém além do seu grupinho assistindo ao filme? Ou mesmo ao trailer? E gente que “explica” o filme para quem está do lado? (Geralmente é um namorado explicando para sua paciente companheira. Ambos provavelmente se merecem.)

Já vivi situações bizarras: um casal que levou um delivery de temakis – sim, peixe cru numa sala fechada, foi isso mesmo que vocês entenderam – e sentou ao meu lado; um sujeito que acendeu um baseado na fileira à minha frente; pessoas falando alto e em momentos inconvenientes; enfim, teve de tudo. Meus amigos, que já sabem da minha rabugice, contribuem com suas próprias anedotas. A Vera, que é ainda mais radical que eu, contou que viu uma menina de dois anos numa sessão para adultos. E o filme estava longe de ser um conto de fadas.

Enfim, eu sinto falta da liturgia da sala de cinema. Do silêncio respeitoso quando entrava a vinheta do estúdio, anunciando que o filme ia começar.

Definitivamente, estou ficando velha.

-Monix-

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