Cinema é a maior diversão

Nem sempre a gente vai ao cinema esperando uma experiência transcedental, transformadora ou emocionalmente profunda. Às vezes a gente só quer mesmo se divertir.

Mas que é um saco, é. As pessoas simplesmente perderam o encanto pela sala de cinema. Eu não sou uma pessoa nostálgica – embora já tenha idade para isso 😉 – mas pelo amor, tem certas coisas que não aturo.

Pipoca e cinema combinam, tudo bem, mas precisa fazer tanto barulho comendo? E as conversas em voz alta, como se não houvesse ninguém além do seu grupinho assistindo ao filme? Ou mesmo ao trailer? E gente que “explica” o filme para quem está do lado? (Geralmente é um namorado explicando para sua paciente companheira. Ambos provavelmente se merecem.)

Já vivi situações bizarras: um casal que levou um delivery de temakis – sim, peixe cru numa sala fechada, foi isso mesmo que vocês entenderam – e sentou ao meu lado; um sujeito que acendeu um baseado na fileira à minha frente; pessoas falando alto e em momentos inconvenientes; enfim, teve de tudo. Meus amigos, que já sabem da minha rabugice, contribuem com suas próprias anedotas. A Vera, que é ainda mais radical que eu, contou que viu uma menina de dois anos numa sessão para adultos. E o filme estava longe de ser um conto de fadas.

Enfim, eu sinto falta da liturgia da sala de cinema. Do silêncio respeitoso quando entrava a vinheta do estúdio, anunciando que o filme ia começar.

Definitivamente, estou ficando velha.

-Monix-

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13 Respostas

  1. Pois é!!! Infelizmente o que era para ser uma experiencia magica, acaba em tragedia. Devido a falta de educação das pessoas… Mas, convenhamos que as proprias redes tem sua parte de culpa nisso tudo, afinal de contas, hoje em dia os cine shoppings são para ganhar dinheiro com os comestiveis e não para formar novas platéias!! Esse compromisso deixou de existir há muito tempo! Temos que conviver com essa tremenda falta de educação, e pior, geralmente das pessoas que mais tem poder aquisitivo e educação, quando se vê uma familia humilde indo ao cinema, o que é bem raro hoje em dia, eles tomam o maior cuidado para não deixarem nada de sujeira para trás, é uma beleza. Falo por experiencia propria, trabalho em um cinema aqui em Jundiaí. Abraços a todos.
    PS. Vera, agradeça por ter um cinema ai na Roça! Pois em muitas cidades por ai nem o privilegio de ter uma unica salinha eles tem! Bjs

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  2. Eu trabalhei num cinema. Um dos melhores de Brasília. É inacreditável a falta de educação das pessoas. E agora, depois de casada, e nem tão velha assim embora MEGA RABUGENTA, tenho a minha TV, o meu DVD, o meu computador e meu marido se cansou de ouvir os meus “nãos” aos seus convites de ir ao cinema. Ainda mais aqui em Brasília que são todos dentro de shoppings, refúgios dos mais mal educados adolescentes. Não existe mais sala de cinema com um pouco de nostalgia por aqui.

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  3. Não tá ficando velha, não, Monix. Você simplesmente não perdeu a noção mínima de civilidade que a maioria das pessoas já abandonou há muito tempo (se é que algum dia teve). Quando vou ao cinema, sempre procuro salas vazias e horários alternativos, mas nem sempre é possível (não dá pra ir ao cinema no horário de trabalho…). Aí, quando vou encarar uma sessão “Cinemar”, eu levo meus anticonvulsivantes, meus tranquilizantes e minha vacina antirrábica autoaplicável para controlar meus instintos de Mateus Meira – sim, aquele maluco que fuzilou dúzias de pessoas num cinema em SP há alguns anos. Pra mim, aquele massacre deve ter começado com um simples saco de pipoca sacudido ao lado dele. Provavelmente foi a gota d’água pro sujeito…

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  4. Infelizmente a falta de educação é universal. Na Itália presenciei tanta bizarrice cinematográfica (no sentido da sala de cinema..rs) que estou quase resignada a assistir filmes em casa. Senão, vejamos:
    – “Explicar” o filme ao/a acompanhante é uma constante. Em voz bem alta, para o caso de o som do próprio filme atrapalhar a explicação.
    – Atender o maldito celular e, apesar de avisar “naquele tom” que está no cinema, continuar falando.
    – Escolher a poltrona M8/9 e sentar na G4/5, para, no exato momento em que o filme começa, o dono da G4 chegar e começar o troca-troca, já que na M8/9 estava sentado o cidadão que escolheu a L3/4 e por aí vai. É uma dança das cadeiras infernal.
    – Uma vez éramos 4 pessoas em uma sala de cinema (à tarde costuma ser mais vazio e apostei nessa chance).
    De repente sinto um cheiro de cigarro e vejo a fumaça subindo e entrando diretamente no meu nariz. Saí e chamei um gerente e aí começou o bate-boca. Conclusão: revi o filme em casa, tempos depois.
    Honestamente, esse tipo de experiência coletiva eu dispenso com alegria.
    No Rio já tive experiências negativas também, mas o que mais me espantou nas experiências italianas, é que ninguém – além dessa que vos escreve – reclamou. Conclusão óbvia: a estranha no ninho sou sempre eu.

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  5. É por isso que não vou mais ao cinema.

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  6. eu, como sou chata e do contra, gosto da experiência coletiva de ir ao cinema. até mesmo ir em sessões de pre estreia com adultos, adolescentes ou crianças batendo palmas no final ou dando gritinhos. filme de surfista com playboy gritando UHU. claro que gente chupando canudo de coca cola eh irritante, mas eu curto a coisa coletiva. mesmo mesmo

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    • a coisa coletiva tem o seu valor, dependendo do filme, por supuesto. o que não dá pra aturar é nego levando peixe cru pra dentro do cinema e outras gracinhas do tipo. ai força a amizade, né? bjs, monix

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  7. Olha, gente, eu peguei a maior birra de cinema, por causa de tudo isso que vocês já comentaram. Pessoal está achando que é circo…

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  8. ai, monix (oi, gente, eu sou a velha vera citada no post). tá bom, eu tenho que compreender o tempo que corre, o tempo em que as pessoas são multitarefa: estudar escutando música, fazer esteira lendo, ir ao cinema sem se entregar ao filme. mas é difícil! fui ao cinema ontem (infelizmente nao tive a chance de escolher sessão vazia, já que O ILUSIONISTA passava numa única sessão num único cinema aqui na roça). ao meu lado, um rapaz, que provavelmente nao conseguiu ultrapassar a fase oral, chupou o canudo do refri o tempo todo. a moçoila na poltrona atrás do meu marido dava chutes homéricos nas costas dele. olha, é f…! beijos p.s.: chamar BIUTIFUL de apenas filme adulto é uma enorme gentileza com o iñarritu. com certeza voces estão diante de um doso filmes mais pra baixo, sombrios, cheio de sordidez. a criancinha de dois anos nao deve ter percebido. meno male!

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  9. Não é rabugice, não. É que falta educação mesmo ao povão.
    Cinema às vezes se transforma em programa de índio.
    Bjs.

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  10. Nem venha ao cine em Manaus, então. A minha teoria é que as salas de cinema já chegaram aqui nos tempos de celular (ou pelo menos depois da TV). As pessoas não desligam e não é só para atender: já vi gente ligando no meio do filme para ficar de papo com os amigos. Zero paz, zero privacidade.
    Meu marido sempre reclamava e várias vezes eu achei que ia rolar uma briga. Até que adotamos a estratégia dos horários alternativos / sala vazia…

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  11. Somos duas velhas Monix. A saída que encontrei foi frequentar o cinema em horários de salas mais vazias, hora do almoço por exemplo. Meus 36 anos não me permitem dividir espaço com gente que fala alto durante o filme.

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