Change

Essa foi uma descoberta acidental: há algum tempo baixei o cd da Joss Stone, joguei no ipod e deixei ao sabor do Steve (o nano DJ que mora lá dentro).  Um dia, sem aviso, uma bela e  poderosa voz começa a falar no meu ouvido sobre mudança de um jeito… íntimo, como se me conhecesse. Mais que isso: como se me compreendesse. Paralisei ao ouvir Vinnie Jones recitando “Change” pela primeira vez, e ainda hoje quando o Steve coloca eu balanço, o  impacto se mantém.
Segue a letra, mas o ideal é que você ouça, porque a voz e o jeito como ele  fala diretamente com você  faz toda a diferença (além do british accent, que eu adoro 😉 ).

You see I know change
I see change
I embody change
All we do is change
Yeah, I know change

We are born to change
We sometimes regard it as a metaphor
That reflects the way things ought to be

In fact change takes time
It exceeds expectations
It requires both now and then
See although the players change
The song remains the same
And the truth is
You gotta have the balls to change

Change (Vinnie Jones Intro)


Helê

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Salve São Sebastião, Ode ode Oxossi!

 

É um santo muito popular e padroeiro do município do Rio de Janeiro, dando seu nome à cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Reza a lenda que, na batalha final que expulsou os franceses que ocupavam o Rio, São Sebastião foi visto de espada na mão entre os portugueses, mamelucos e índios, lutando contra os franceses calvinistas.

Gosto de lendas, adorei essa!

São Sebastião do Rio flertado
Ribeirão puro encantado
Sol no casco dos navios
te naveguem as mais belas
e os mais belos dos bravios
Nessas águas que fizeram de Machado
suas letras imortais
Entre copas de Salgueiros e Mangueiras tropicais
E que novas musas venham te inspirar a paz

São Sebastião, Totonho Villeroy

Imagem: Pierre et Gilles

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Na Bahia é São Jorge
No Rio, São Sebastião
Oxóssi é quem manda
Na banda do meu coração

Oxossi, Roque Ferrreira e Paulo César Pinheiro

Helê

Nossos clássicos

Voltando à questão e cumprindo o combinado, nossos clássicos, no sentido “calvinista” do conceito:

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Livro: Grande sertão, veredas e Solte os cachorros, da Adélia Prado

Música:  Beatles, Paulinho da Viola

Cinema: Thelma & Louise

Frida Helê

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Livro: As Brumas de Avalon

Música: Gilberto Gil

Cinema: Nunca te vi, sempre te amei

-Monix-

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Encontro com a Frida

Em dezembro passei uns dias nos Estados Unidos – mais precisamente, Las Vegas e Nova York. Duas cidades tão diferentes entre si que daria para escrever vários posts sobre o assunto, mas não é disso que eu quero falar.

No meu primeiro dia em NY, fui rever o MoMA, museu de arte moderna que adoro. Não foi minha primeira vez na cidade, mas ainda não tinha voltado lá depois da grande reforma pela qual o museu tinha passado. Como sou muito mais da arte contemporânea que dos clássicos – embora estes tenham grande valor, é claro -, optei por voltar ao MoMA e dediquei meu tempo de Metropolitan a uma visita aos Cloisters, seção exclusiva de arte medieval que fica fora do museu propriamente dito, lá no norte de Manhattan. Mas isso também é outro assunto. Falar de viagens me deixa assim, menos objetiva do que já sou.

Essa visita ao MoMA foi concluída com um enorme sacrifício físico. Eu estava com muita dor nos pés, algo no nível do insuportável. Tinha caminhado bastante em Vegas, com um tênis inadequado, como descobri depois. Só quando comprei um Nike novo (olha o jabá aí, gente!) consegui recuperar o prazer nos passeios, e a tarde que escolhi para ir ao museu foi o pior momento em termos de falta de conforto. Não consegui ver tudo o que queria pois estava quase chorando de dor, mas pelo menos dei conta de chegar aos dois quadros da Frida Kahlo expostos lá. Não podia deixar de compartilhar com vocês este encontro inesquecível. (Relevem o cabelo desgrenhado e o ar exausto – eu estava sofrendo, lembrem-se disso).

 

Uma Frida e a outra

Aliás. Né? Tinha que ser. Para entender a Frida, uma dorzinha no pé durante 2 ou 3 dias. Pensando bem, foi pouco.

-Monix-

I ♥ leit@r

Não sei se é tara, TOC ou bobice mesmo, mas não posso conhecer leitor que quero logo tirar uma fota!  O último que passou por isso  foi o Suel: pedi pra tirar a foto e avisei que publicaria com a devida legenda.  Aí o danado providenciou na hora:

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Eu amando a ideia, ele produzindo

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Ei-lo, nosso leitor Suel Fruvasc

Fotos by Claudio Luiz, o príncipe, o arquiteto das estrelas, nosso leitor fiel e amado, salve, salve.

Helê

Vai, filho

Ontem levei meu filho para seu primeiro acampamento. Em oito anos, é a primeira vez que vamos ficar tanto tempo sem nos falar. Eu já viajei sem ele, ele já viajou sem mim, mas sempre nos comunicávamos a cada 2 ou 3 dias no máximo. Desta vez serão 9 dias sozinho, por conta dele. E eu por minha conta.

Quando um filho nasce, também nasce uma mãe. O bebê é totalmente dependente dela, mas a gente não se prepara para o outro lado da moeda: a mãe também é dependente do bebê. Estruturamos nossa vida em função do filho que chega: horários de trabalho, rotinas da casa, decisões financeiras e profissionais e por aí vai.

Aí eles vão crescendo e a vidinha deles toma um rumo próprio. E nós ficamos meio sem saber o que fazer. Meu filho ainda é pequeno e esse é só o primeiro passo de uma jornada que ainda vai levá-lo para mais longe. E tem que ser assim, é o curso natural da vida. Mas não dá para evitar o sentimento de melancolia que vem junto com essa pequena conquista.

Ontem levei meu filho para seu primeiro acampamento e voltei para casa sentindo um misto de saudade e orgulho, uma alegria meio triste que teima em não ir embora.

-Monix

A rede

O que me impressionou em A Rede Social não foi o lance do Mark Zuckerberg roubando as ideias dos gêmeos atletas ou passando a perna no amigo brasileiro.

O que me impressionou foi que um sujeito completamente desprovido da capacidade de se relacionar com os outros – pelo menos assim ele é retratado pelo filme – conseguiu criar a ultimate rede de relacionamentos. Provavelmente por isso mesmo, é claro. Como ele estava “do lado de fora”, conseguiu criar um algoritmo que replica a forma como as pessoas se relacionam no mundo real para dentro da internet. Só um olhar estrangeiro possibilitaria tamanho insight. Porque na verdade o que diferencia o Facebook de outras redes que tinham surgido antes e de todas que surgiram depois é que ele se baseia em gente. Não em comunidades, como o Orkut, nem em compartilhamento de arquivos, links ou fotos, como quase todas (Fotolog, Myspace, Multiply, Flickr, Twitter e por aí vai), mas nas pessoas, no que elas fazem, do que gostam, com quem se relcionam. Esse é o segredo do sucesso da rede.

É por isso que dei razão ao Mark quando ele diz a um dos gêmeos Winkelvoss: ‘vocês não inventaram o Facebook. Eu inventei o Facebook.’ Fato.

-Monix-

Gostei tanto do filme que comprei o livro que o originou e devorei em dois dias.
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