Notas aleatórias

Dos filmes em cartaz, nenhum despertou meu interesse tanto quanto “127 horas”, que corri para ver no fim de semana de estreia.  Não é um filme para todos – uma cena de amputação não pode ser agradável. E se você já não vê sentido em passar um fim de semana sozinho na natureza, mesmo quando dá tudo certo, não perca seu tempo. Levando em conta tudo isso, eu achei um grande filme, por várias razões, mas a principal delas  é que é uma experiência cinematográfica, ou seja: provoca reações e emoções que só o cinema é capaz de proporcionar. Você cai naquele buraco com o cara, fica preso lá com ele, quase se afoga, sente frio e sede. E mesmo sabendo como termina aquilo tudo, espera que chegue uma equipe de resgate e tire o cara de lá de uma maneira menos brutal. Considerando que trata-se de uma história real, é preciso fazer um filme muito bom para te fazer esquecer disso, ainda que por segundos, e torcer para um outro final feliz. (Aqui, a matéria de Aron Ralston para a Go Outside, publicada em 2004.)

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Em duas ocasiões na vida emagreci bastante, cerca de dez quilos. Em uma delas com os vigilantes do peso; na outra malhando e correndo (será que se fizer os dois junto emagreço 20?). Como o que dá pra rir dá pra chorar, ter vivido isso, e por duas vezes, é bom por um lado, ruim por outro. Porque dá a certeza que é possível, mas também a falsa ilusão de que é simples, basta decidir para conseguir. Primeiros passos são os mais difíceis, porque old habits die hard – e voltam se a gente não mantém a guarda.

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Um dos charmes do carnaval do Rio é que há de tudo para todos os gostos.  Bloco de frevo, de música eletrônica, de roquenrol – eu mesma já desfilei recriando a 1ª cena de” Hair”, o filme, cantando “Aquarius” a plenos pulmões no meio da Real Grandeza (né, Dedeia? 😉 ). Há blocos que não desfilam, bloco do bloco – como o Boi Tolo, que nasceu do Boitatá -, bloco infantil, o de apreciadores de espumante (o Espumas e Paetês), há de um tudo. A última que soube foi um bloco em homenagem à música Clássica, cujo samba é simplesmente sensacional, juntando, entre outras coisas, Clara Nunes com Bidu Sayão e  choppinho com Chopin. Chama-se Feitiço do Villa, ó que bacana. Só no Rio.

Helê

Pideite: Esse é nosso 1888º post. Achei redondo, bonitinho, vim contar, ué.
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