Quando o carnaval chegou

Eu tava quieta, sentadinha, tentando amar the unsolved questions, como aconselhou o Seu Rilke. Não estava propriamente triste, mas reflexiva, ruminando  mistérios, toureando ansiedades.

Mas aí chegou  o carnaval – não, incauto leitor, não se engane: ele estabeleu-se há algumas semanas. “Já é”, como dizemos os sempre concisos cariocas. Nas palavras do Mauro, sambista amigo meu: no sábado começa o fim do carnaval.

Como eu dizia: o carnaval bateu à porta, eu fui atender e o meu coração se deixou levar, feito o do Paulinho. Fui para rua desfilar alegria, minha fantasia mais autêntica, seiva que minha raiz sempre encontra, a despeito das intempéries mais severas.

Então estão suspensos por ora os momentos de introspecção,  sobretudo os de melancolia, da tristeza esqueçamos até a grafia. Revoguem-se todas as disposições em contrário. Não faltará tempo ou espaço para as dificuldades da vida mais adiante. O que nos cabe agora é tomar o que é nosso,  as ruas da cidade, soltar o tufão dos quadris, cantar e brincar até cansar, dormir, e fazer tudo de novo. Viver intensamente o carnaval, aproveitando cada confete, sem economizar serpentina ou sorriso, que a vida é curta e o carnaval  mais ainda!

 

 

Bom Carnaval pra geral!

Evoé, Momo!!!

Helê

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