Um novo paradigma

“Segundo a OMS, o envelhecimento populacional impõe – por razões econômicas de Estado e por motivos psicológicos individuais e sociais – uma prorrogação da fase laboral ou um adiamento da aposentadoria. No entanto, as políticas públicas devem trabalhar a favor de um processo de convencimento e criar condições sociais e legais para a sociedade atingir essa meta sem fazer concessões às visões preconceituosas da figura do idoso. De acordo com a OMS, o novo paradigma a ser adotado desafia o ponto de vista tradicional de que aprender é função de crianças, trabalhar, dos adultos, e aposentar-se, dos idosos. [grifo meu]

“Viver muito: outras ideias sobre envelhecer bem no sec .21 ( e como isso afeta o seu futuro)”, Jorge Félix (Ed. LeYa)

(via Alessandro Martins)

Achei o conceito revolucionário, uma maneira absolutamente desafiadora de olhar para o mundo. Gostei.

Helê

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Viajar é preciso

Helê

Pequenos papéis, grandes atores ou…

… Ligando o nome à pessoa

Na época da cerimônia do Oscar li um artigo interessante chamado “A voz dos premiados”. Criticando a mesmice dos discursos de agradecimento, o autor lembrava falas divertidas, inusitadas, lacônicas de anos anteriores. Confesso que nem li tudo, mas fiquei impressionada com o discurso de Dustin Hoffman que, segundo consta, dedicou seu prêmio a todos os atores e profissionais que nunca tiveram a oportunidade de serem contemplados, mas que também a mereciam.

Isso me fez lembrar um rascunho de post que fiz há muito tempo, para falar de alguns atores que eu considero excelentes, mas que têm breves chances de mostrar isso. Em parte porque não atendem aos padrões de beleza e juventude hollywodianos, mas há um tanto de imponderável em jogo, já que são obscuros os caminhos que levam ou desviam do reconhecimento. Kevin Spacey e Harvey Keitel, por exemplo, nunca foram galãs, e no entanto firmaram seus nomes na indústria e para o público. Mas há a chance de obter prestígio e fama tardiamente, como aconteceu com o excelente Morgan Freeman, cujo primeiro grande papel chegou aos 50 anos.

Dos atores a seguir você  provavelmente desconhece  o nome, mas deve identificar de imediato ao ver a foto:

J.K. Simons – decidi escrever o texto neste fim de semana, quando o descobri em Homem Aranha, fazendo o editor do jornal. Depois de ter visto o filme zilhares de vezes, só no sábado o reconheci sem a careca. Volta e meia e ele aparece fazendo o psi de “Law & Order”, sempre pinga aqui e ali em papéis coadjuvantes  e, como demonstrou em “Juno”, pode brilhar se tiver mais espaço.

J.K. Simmons Pictures

Peter MacNicol – deste eu sou fã desde “Ally McBeal”. Excelente na comédia, faz com a mesma competência personagens sérios – agora faz um antipático médico em “Grey’s Anatomy”.  Acho muito bom e torço para que tenha oportunidade de mostrar mais da sua capacidade num grande papel.

Stephen Tobolowsky – esse é figurinha muito repetida,  tenho certeza que você já o viu, e nos filmes mais diferentes possíveis, como “Amnésia”  e “Miss Simpatia 2”. Além disso, ele transita bastante pelo universo das séries de TV, também num amplo espectro. Acho que, sabendo que está fora dos padrões, o cara atira para todos os lados.

Oliver Plat –  também chuleia, caseia e prega botão.  Pode ser encontrado em “Dr. Doolittle” e em “Refém do silêncio”, um suspense com Michel Douglas. Ele costuma dar um toque divertido ou nervoso aos personagens que faz, e eu sempre espero que ele apareça mais um pouco. A última vez que o vi continuava excelente,  fazendo o papel de marido da Laura Linney em “The big C”.

Paul Giamatti – esse tem até um nome mais conhecido, atuou em “Sideways”, que fez certo sucesso. Mas seu tipo físico comum, o estilo feioso simpático, limita as ofertas de papéis principais, eu acho. Vi “O anti-herói americano”, sobre a vida do Harvey Pekar,  só porque ele estava no elenco e foi sensacional, um filme memorável. Dia desses o reconheci, bem jovem, numa cena com Júlia Roberts em “O casamento do meu melhor amigo”, em que o talento dele já era perceptível .

 

E você, tem alguma sugestão para a lista? Já estou pensando numa versão  feminina.

Helê

Estrelas

Como se pode perceber, eu andei mexendo na administração do blogue e descobrindo várias funções  (ah, a falta do que fazer e tudo que ela traz para a humanidade!).

Por isso agora, depois de ler nossos maravilhosos posts, se a preguiça for muita e você realmente não quiser deixar nenhuma pegada 😦 pode nos dar estrelas, ó que beleza!?

Helê

Pideite: Para nos conceder estrelas – ai, que luxo ! – você clica para comentar ou no título do post, e as estrelas aparecem no fim do texto.


Enquete Dufas

Eu gostaria de dizer que fomos sondadas por alguma editora para publicar um bestófi desses quase sete anos (!) de blogagem, mas é mais simples: eu só queria testar esse trem de enquete pra ver como funciona.

O que não significa que, de posse dos gloriosos resultados que obtivermos, não teremos nossos posts freneticamente disputados pelo mercado editoral 😀

 

Helê

A Fal e o fim do Biscoito

Quando soube que o Idelber ia fechar o Biscoito, eu achei que tinha que fazer alguma coisa – protestar, queimar sutiã (ooii?!), mandar carta pro jornal, escrever um post (de todas as opções, a que possivelmente causaria menores danos). Afinal, é um marco, o fim de uma era ou qualquer coisa assim. Porque ele é, como acuradamente denominou a Fal, o Master Idelber, uma referência na blogosfera e fora dela – sabe que eu já citei o Biscoito Fino e a Massa numa entrevista de emprego? Mesmo não tendo conseguido a vaga, tenho certeza que a menção contou a meu favor.

Pois hoje quando o Claudio Luiz me mostrou o texto da Fal eu pensei “era isso que eu gostaria de ter dito.” Porque ela, mesmo compartilhando passagens extremamente pessoais, foi capaz, com o brilhantismo de sempre, de expressar a nossa relação com o blogue e seu autor. Não fosse ela, de uma maneira absolutamente diferente, mas igualmente importante e singularmente saborosa, também Master dessa bodega que ela ajudou a criar e consolidar e que ele chama de blogolândia.

Então leia a Ode ao Biscoito, mesmo que você nunca tenha dado nem uma mordidinha nele. Vale a pela pelo texto primoroso da Fal e pela homenagem ao Idelber, que com o Biscoito estabeleceu uma importante estação nesse universo paralelo no qual orbitamos. Mantendo a disciplina e a inquietação, deixa o posto para cuidar de outros afazeres e prazeres, corajoso e determinado que é. Eu lamento,  temo perder o contato, sinto não poder correr pra saber “o que o Idelber pensa disso”. Mas se tem uma coisa que maturidade ensina – nem que seja na porrada – é que a gente deve torcer para ver feliz quem a gente  gosta, mesmo que as escolhas nos afastem.

Beijo,  Fal, obrigada pelo texto e fica firme aí, heim? Alguém tem que fazer o trabalho sujo, hahahahaha! Pelo menos até a Nave-mãe chegar.

Beijo, Idelber; dá notícias, viu?

Helê

Assine o Dufas

Acho que nunca falamos sobre essa funcionalidade do uordiprez, eu mesma só prestei atenção dia desses: você pode acompanhar nossos escritos assinando o Dufas. Assim: em qualquer post você clica em  “Deixar um comentário”. Então, abaixo da caixa  de comentários você tem duas opções,  ser notificado de outros comentários para aquele post ou se quer ser avisado sempre que houver um novo post no blogue.

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Helê

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