Atitude

(Do Pinterest)

Porque não importa tanto o que você veste, mas como você veste, né mesmo?

Bom finde!

Helê

Sobre nascer em outra época

Volta e meia o povo gosta de fazer essa brincadeira “Ah, o século tal  é que era bacana” ou  “Já pensou viver no império tal, que máximo?” Nunca me seduziu. Ou as pessoas são otimistas demais –  e sempre se imaginam no mínimo como parte da corte, se não de família real –  ou eu sou a pessimista: da última vez que apareceu esse papo por aqui eu disse que no século 17 eu seria escrava e a brincadeira acabou.  Sem falar na penicilina e na anestesia.

Mas, se tem algo que me provoca nostalgia são vestidos dos anos 40 e 50. Suspiros duplos carpados. Tinha muita vontade de voltar no tempo, talvez apenas uma noite, usando um desses, num bailão ao som de Sinatra:

Ou esse

Ou ainda

E tendo em mente a lição:

Seus vestidos devem ser justos o suficiente para mostrar que você é uma mulher, e folgados o bastante para mostrar que você é uma dama“.

Dito pela mulher que ganhou o Oscar de melhor figurino oito vezes.

Helê

Revelação

“A razão porque netos e avós se dão tão bem é porque ambos têm um inimigo em comum”.

Minhã mãe ficou melindrada em me chamar de inimiga – mas minha filha concordou na hora! Quer dizer.

Esse post é dedicado à Vera Beatriz Mafra Vianna, séria candidata à Vó do Ano :-D

Helê

Quentando

(Do That Girl)

Helê

Tesão musical

Rusty Anderson, Paul McCartney band

O que há de tão sexy num homem tocando um instrumento?

Tá, não é qualquer homem, nem qualquer instrumento – acho que não me excitaria, sei lá,  um tocador de tuba.

E certamente o palco ajuda a envolver a pessoa numa aura desejável. Mas não explica tudo.

Penso que há um encantamento qualquer envolvendo a música  e a capacidade de produzi-la. Às vezes os caras são bonitos sim, mas não é de beleza que falo, mas de desejo, tesão mesmo. Há outros que são comuns, para  os quais você  não daria uma segunda olhada na rua, e no entanto nos hipnotizam tocando uma guitarra, atrás de uma bateria ou com um tamborim nas mãos.

Ou só eu que acho?

Helê

Não entendo, mas gostaria

Eu coleciono imagens. Sou capaz de passar muito tempo na internet vendo  desenhos, fotos, charges, colagens. Não tenho critérios definidos, gosto de coisas bonitas, ou engraçadas, ou comoventes ou simplesmente as que conseguem chamar minha atenção. Guardo para usar aqui um dia, postar no feicebuqui, imprimir quando tiver grana, ou apenas para olhar de novo num dia qualquer.
Nessas navegações esbarro, às vezes, com peças escritas em outras línguas que atiçam minha curiosidade:
  •  (640x480, 70Kb)

Esta eu não tenho certeza da fonte, creio que encontrei no Vi.sualize.us. Interessante a Chapeuzinho Vermelho espreitando o lobo, mas o que estará escrito ao lado?

House

Essa, também encontrada no Vi.sualize.us, intrigaria o próprio Dr. House: o que faz ele na frente de uma cueca?!

Best Russian ads

(Daqui, via Vi.sualize.us)

Essa eu guardei por um bom tempo, curiosa para descobrir o que uma propaganda russa diria sobre Obama. Só depois vi que tinha uma tradução abaixo, à direita (O sabor da semana: preto no branco branco no preto)

Helê

PS: Este é nosso 2000º, a gente não ganha mariola não?

Paul e eu

Escrever sobre o show do Paul McCartney vai contra qualquer regra jornalística e mesmo contra o bom senso, assunto mais velho que pão dormido. Mas como blogues não são jornais e ‘coerência: não trabalhamos’ é um de nossos lemas aqui, vou falar assim mesmo, cês me desculpem.
Acontece que eu até hoje não me recuperei desse show, acho que fiquei com sequelas. Durante três dias não consegui ouvir nada  a não ser Paul McCartney. Aos poucos foi melhorando, mas na semana seguinte não foram poucas as vezes em que me peguei sorrindo, com olhar perdido, abobada, lembrando de um solo ou versão. Como disse aqui, pouco depois de voltar do show, fui surpreendida pela potência de senhor de 68 anos, que foi capaz de  me arrebatar – e olha que eu banquei a difícil.
Circunstâncias muito especiais, que não vêm ao caso, me levaram ao show (minha eterna gratidão ao meu amigo C.). Por causa delas, entrei em campo aos 30 do segundo tempo e sem aquecimento: só tive certeza que assistiria ao espetáculo quando entrei no Engenhão, cerca de hora e meia antes de começar. Portanto, eu não tinha expectativas, não sabia da setlist, não li sobre a turnê, nada, fui sem preparo nem demanda.
Logo de cara me emocionei com “Hello goodbye”,  que minha filha sabe de cor por causa de Glee, e me tocou essa inesperada sintonia. Mas confesso que nas primeiras músicas eu senti como se estivesse numa festa em que todos estavam bebendo menos eu. Na mais diversificada plateia em que estive na vida, com gente dos 10 aos 70 anos,  as pessoas choravam, se abraçavam, um tom acima do que constuma acontecer em shows ao vivo – que são, ou deveriam ser sempre emocionantes.

O inevitável se deu: aos poucos eu fui me embriagando também de todo aquele talento, daquelas canções primorosas, amando aquela banda absolutamente incrível, e algum momento bateu, pimba! Acho que foi em “Something”, quando Paul começou tocando um banjo, num arranjo diferente, mais rápido, e no meio da música a banda entrou com tudo no tempo e-xa-to, com absoluta precisão. Aí, já era: eu estava perdidamente apaixonada, queria ter um filho com cada músico da banda e três com o Paul.

Dos Beatles, juntos ou separados, gosto mais do que conheço, não tinha domínio do repertório como as pessoas a minha volta, que reconheciam todas as canções aos primeiros três acordes. Mas não fez a menor diferença, pois foi era música da melhor qualidade sendo tocada com virtuosismo; foi antes de qualquer coisa um show de música. Sem abrir mão de uma luz linda, ótimas projeções, efeitos especiais adequados. Mas  era a Música a grande dama da noite.

Claro que ter Sir Paul como parceiro facilitou muito as coisas – um verdadeiro cavalheiro, que não procura aparecer  mais que sua parceira. Paradoxalmente, é um espetáculo à parte observá-lo em cena. Além de sua incrível resistência – foram mais de duas horas e meia sem sair do palco – McCartney é um caso muito raro no mundo da música. Porque o cara é um Beatle, certo? Se você o coloca junto de caras como Elvis Presley e Michael Jackson, lembra que não é comum conseguir manter fama e excelência, sem morrer antes – artistica ou literalmente. Paul parece ter conseguido desenhar um arco na sua trajetória que não descende nunca. O show provou isso: ele tocou coisas de toda a carreira, mostrando que conseguiu algo mais difícil que ser um Beatle: sobreviver a isso com  qualidade e sucesso.

E eu, que não estava fazendo questão de ir ao show por falta de grana e porque já tinha visto o show de 1991, percebi o tamanho da minha ignorância. Porque nem ele é o mesmo, nem eu. Aos 21 anos fui ver um Beatle, queria essa entrada em meu currículo, fui ver um mito. Lembro de quase nada daquele show, além da emoção de ver algo histórico. Dessa vez assisti a um artista excepcional  que me fez sentir viva, vibrante como há tempos não sentia. Como só um grande show de música faz. Espero não me recuperar desse nunca.

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Ainda por cima lindo.

Helê

Bom finde

Helê

Porque quem foi Ray nunca perde a majestade

(Do tumbrl The creature fear)]

I can’t stop loving you – um clássico 

[ray_charles.jpg]

23 de setembro 1930 – 10 de junho 2004

Helê

Futilidade? Também temos

Calçando um sapato como este, precisa vestir mais alguma coisa? Nesse caso, o acessório é a roupa.

Pena que eu não tenha desenvolvido a habilidade de usar salto alto. Até porque…

Helê

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