De volta para o futuro

Helê diz: Já pensou se acaba a luz e a gente perde toda a informação acumulada nos servidores, computadores e HDs externos? Pra onde vai tudo isso? Ou a gente arruma outro jeito qualquer de obter energia alternativa – usando, sei lá, um módulo energia solar em cada casa – ou viveremos com medo do day after. Que não vai ser amanhecer pós-bomba atômica, mas sim um apagão geral, que desligará o Google e apagará todas as fotos dos últimos 10 anos da nossa vida.

Monix diz: Nem brinca. Eu já entrei numa viagem parecida com essa: já pensou como vão trabalhar os arqueólogos do futuro? Com esse monte de tecnologias obsoletas se acumulando? Todos os registros da vida cotidiana nos séculos XX e XXI perdidos por falta de equipamentos que permitam sua visualização. Os anos 60 perdidos em Super 8, os anos 80 perdidos em VHS e os anos 00 perdidos em memory cards, mas, no fim das contas, tudo perdido.

Helê diz: Você falou isso aí e me ocorreu que o arqueólogo do futuro vai olhar para coisas de 30, 50 anos atrás, se muito. No futuro, o passado vai ficar mais perto, entende? E por conta do que você falou, vai surgir um técnico que vai ter que reinventar o obsoleto para ler o passado. Por exemplo: o cara até encontra uma VHS mas, para ler, vai ter que recriar o vídeo cassete para poder acessar – veja você, nem era esse o verbo que usávamos!

Monix diz: Pois então, tudo isso porque somos excessivamente dependentes da tecnologia. Mas fico pensando: quem garante que nunca houve outras formas de armazenamento virtual das informações? Sei lá, tipo, como saber se os maias não tinham lá um DVD pré-colombiano e a gente é que nunca conseguiu decodificar? Vai que algum disco de cerâmica daqueles era na verdade um cartão de armazenamento e nós só não temos o aparelho para visualizar o que tem lá dentro? Vai ver tem fotos, filmes, áudios… tudo perdido para nós do futuro. Que viagem! Adoro.

Helê: Uau. Aos invés de “Eram deuses os astronautas?”, “Eram nerds os astecas?” Huhahuahuhauhauhauha!

Update: A trilha sonora deste post é Futuros Amantes,  por supuesto.

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Duas Fridas
Este é um post patrocinado. 
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14 Respostas

  1. eu tb já pensei nisso…nos arqueólogos do futuro…. e sei não… o passado só acumula. mesmo q a obsolescência venha mais rápido, não quer dizer q só se vai olhar até menos tempo pra trás: quer dizer q se terá mais coisas pra olhar, não?…

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  2. “Vai que algum disco de cerâmica daqueles era na verdade um cartão de armazenamento e nós só não temos o aparelho para visualizar o que tem lá dentro?”
    No almoço vocês não beberam vinho, é preciso saber o que vocês comeram de sobremesa. eheheheh

    E esse trecho quem escreveu foi Monix, que nem Roitman é, hahahahaha!
    Helê

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  3. depois de um pique de luz que teve aqui em casa e me fez perder o texto que eu estava escrevendo, a idéia de ter um módulo próprio de energia solar é extremamente bem-vinda…

    Pois é, Telinha, lembra aquela chamada de filme de terror: ‘tenha medo, tenha muito medo!’. 😀
    Beijo,
    H.

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  4. Fiquei com uma dúvida, esse patrocínio é da Disney, do George Lucas? Do Chico Buarque, quem sabe de sua gravadora? Ou de uma agência de turismo especializada em Machu Picchu? Descobrir isso é quase um mistério tão grande quanto decodificar o disco de cerâmica mais (rs).

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  5. Perder todos os meus dados.
    Otimo, mais uma coisa para me preocupar antes de dormir…Obrigado Monca!

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  6. Cansei só de pensar!

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  7. Ai, também quero meu módulo de energia solar. E mais posts regados a vinho (ou não, hehehe). Beijinhos!

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  8. hahaha, módulo de energia solar djá! Vcs me fizeram arrumar um novo pânico, juro que nunca tinha pensado nessa arqueologia dos leitores de coisas obsoletas… : )

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  9. eu trabalhei numa empresa de engenharia rural daqui do governo da Bahia, a Cerb, e uma das nossas ações era instalar poços artesianos (para projetos de irrigação em comunidades carentes) com energia solar. Agora estou vendo, através do link no post, que está mais acessível, menos complicada, o custo de produção barateou. E me lembrei que no telhado de um dos meus vizinhos tem um módulo desses!

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  10. Anos atrás fui bastante esotérica e estudava astrologia, cristais e tais. Numa viagem (sem trocadilho) a São Tomé das Letras, MG, descobri um manualzinho sobre drusas de cristal branco. Dizia que as pontas de cristais em que se vê um ou mais pequenos triângulos gravados, foram usadas pelos antigos habitantes da terra (não lembro quem eram) para gravar informações, exatamente como na época grávamos música e vídeo em cassetes! Para acessar a informação gravada nelas (porque pasmem: existem muitas pontas de cristal branco com triângulos gravados!) é preciso meditar e ter um alto grau espiritual, etc. – resumindo, eu mesma não pude “ler” nada nos cristais. Mas hoje, vira e mexe me pego olhando pensativa para um pen drive e lembrando dos cristais com triângulos nas faces…

    Aí, Sócia, viu só?!
    Obrigada pelo comentário, Lúcia, volte sempre, a casa é nossa.
    Beijo,
    Helê

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  11. Eu amo vcs. Pra sempre!

    Muito ♥.
    H.

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