Extremidades

(Do Quero sinceridade, via sorvetedepimenta)

(Kera Leda, via Pinterest)

Como La Otra falou das metades

Helê

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5 Respostas

  1. Lindo… pura poesia…
    Caso típico de imagens que valem por mil palavras…
    Beijos comovidos.

    Beijo pra você também, Claudia. O mérito é dos fotógrafos, eu só fiz juntar as duas, e aproveitar o mote da Sócia. 🙂
    Helê

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  2. No caso, diga-se Omega e Alpha, fotos que representam muito o universo trinitário: soma, mente e espírito, quanta coisa há entre estes significados e sentimentos de beleza, compreensão e inconformidade para alguns.
    Daria uma excelente crônica, poema, pintura, música, toda e qualquer expressão artística, a partir destas fotos.
    Às vezes uma realidade que nos parece distante, mas na verdade próxima de nós, entretanto, a ansiedade e angústia, nos paralizam.
    Ainda esta semana, estava me conduzindo ao Banco e em minha frente… duas cadeiras, ambas com quatro rodas: uma com um senhor sentado, conduzido por uma mulher sóbria, feliz, por ainda estar com seu ente-querido, provavelmente marido; na outra, estava sentado um bebê e sua mãe o conduzindo, em sua mente tantas expectativas, tantas esperanças. Estava no shopping, não me apressei, deixei que caminhassem conforme suas possibilidades e rítmos, na verdade era uma obra de arte, em um corredor público, às 10h20, quando tudo ainda era tranquilidade!
    Meninas! cada vez que passo por aqui, não dá para segurar as emoções, obrigada. Felicidades para vcs!

    Obrigada você, Vanilda pelo carinho e por compartilhar esse momento e as suas emoções.
    Aquele Abraço,
    Helê

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    • Gostei muitíssimo das fotos porque nos remetem à realidade!
      Vejo de formas diversas, além da que relatei. Quando meu pai se foi…
      seis meses após, minha irmã engravidou e refleti sobre este processo.
      Perdi alguém e em seguida, pouco mais de um ano,
      o renovo aconteceu em minha família!
      Ficou, ‘como deve acontecer com muitas pessoas’, a vontade de que ele e minha mãe, estivessem conosco para ver a mais nova netinha.
      Passados longos anos ainda sofro (a ausência deles), mas aceitei enfim…
      pela ‘renovação’, é a continuidade que nos dá força e nos devolve a alegria.
      Por isto apreciei aquela cena em minha frente, como se nela precisasse simplesmente uma moldura, ou, se numa fotografia capturasse aquele instante para que se tornasse eterno.
      Mas… não precisa, o registro fica em nossa memória!
      Enorme abraço e grata pelo acolhimento!

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      • O confronto, é isto!!!
        Confronto… a essência , era a palavra para designar, num sentido ontológico e psicológico também, essas imagens tão belas e conflitantes.

        Sentia algo entre elas mas não estava sabendo exteriorizar e ilustrei com fatos reais para onde me remeteram.

        Não é simplesmente ‘comparar’, mas colocar a questão do ‘desencontro’; de verdades: do ‘eu’ que está partindo e do ‘eu’ que está por vir.
        Sim, por vir, eles apenas nasceram, mas suas personalidades dependerão além de fatores genéticos, dos sócio-culturais, todo o ‘antropos’, neste ínterim que fará o percurso até a vida adulta, terão, complexidades e valores bem diferentes de seus ancestrais.
        – O que fica (no caso das duas fotos), entre os espaços de seus corpos?
        – neste espaço, é onde habitará ‘a perplexidade’ de uma trajetória, no momento desconhecida.
        A dos idosos… quase um ciclo fechado!

        Não importa a esta altura, comparar o peso, ou mensurar todas as emoções vividas, as experiências não foram compartilhadas, tudo que esta nova geração que aí aparece terá conhecimento, será pela contação de histórias: orais e escritas; o futuro para estas crianças, será iconográfico e até, multimídia…
        – Parece um mundo até próximo, não é mesmo?
        mas… há uma geração entre eles que não aparece (na foto).
        Isto são coisas que nos apercebemos.

        Há no entanto e isto está nas fotos, mas não podemos captar: o que, os idosos estão pensando enquanto olham e seguram, ou tocam nestas crianças!
        quanta nostalgia, – não simplesmente do que passou, mas de não terem a oportunidade de observar a maior parte do crescimento deles, saudades antecipadas, de não compactuar de suas brincadeiras e seus aprendizados. –
        e ao mesmo tempo: a vontade de voltarem a ser crianças, porque lógico, isto é uma ideação em suas mentes.

        Parabéns porque em duas fotos podemos apreender três óticas:
        – A do espectador diante do todo;
        – A dos adultos com as crianças das fotos (modelos), vista – por quem os aprecia.
        – E dos adultos que estão com os bebês, por eles mesmos, que são os verdadeiros personagens que deram tanto a pensar, eles também, tiveram seus pensamentos à respeito deste confronto!

        Grande abraço e felicidades!

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  3. Em tese, aos dezoito teríamos de ter cumprido a missão, mas filhos (tidos ou criados) re-engatam outras missões e nos presenteiam com elas – aceitarmos ou não sempre é uma decisão difícil.
    abraço,
    clara

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