Dia da árvore

Existem incontáveis fotos de belíssimas árvores internet afora – tantas que, no ano passado, optei por uma colagem   com as mais variadas versões, cores e estilos. Hoje eu lembrei de uma árvore cuja história conheci por causa de um artista russo responsável por coloridos wallpapers e que dedicou um deles à Árvore de Ténéré. Esta acácia que viveu no deserto do Saara, em Niger, sobreviveu por décadas como uma das mais solitárias do planeta, servindo de referência para os viajantes. Acho a história dessa árvore sensacional – um ser solitário que termina conhecido, algo que parece perdido no meio do nada mas ao mesmo termpo serve como marco na paisagem. Seria quase poético, não fosse seu fim bizarro. Na Wikipedia, onde há um artigo sobre ela, há uma lista de outras árvores famosas que vale a pena conhecer.

(Vladstudio)

Um dos poucos registros da Árvore de Ténéré

Depois de recordar dessa árvore cuja solidão era tamanha que virou notícia, eternizando-a, escolhi para celebrar o dia delas não a foto de uma ou várias, mas de um de seus muitos deleites: uma sombra generosa. Esta qualidade, aliás, talvez seja típica delas, a generosidade: seja nos frutos, no frescor oferecido pelas folhagens, nas flores, ou apenas com a presença solitária que orienta aqueles que cruzam desertos.

Oak Tree, Sweden – Photograph by Dick Eriksson

Helê

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2 Respostas

  1. As Fridas talvez vejam como cafonice parnasiana esta homenagem às árvores e à passagem do tempo, que volta e meia aparece por aqui.

    Velhas Árvores

    Olha estas velhas árvores, mais belas
    Do que as árvores moças, mais amigas,
    Tanto mais belas quanto mais antigas,
    Vencedoras da idade e das procelas…

    O homem, a fera e o inseto, à sombra delas
    Vivem, livres da fome e de fadigas:
    E em seus galhos abrigam-se as cantigas
    E os amores das aves tagarelas.

    Não choremos, amigo, a mocidade!
    Envelheçamos rindo. Envelheçamos
    Como as árvores fortes envelhecem,

    Na glória de alegria e da bondade,
    Agasalhando os pássaros nos ramos,
    Dando sombra e consolo aos que padecem!

    Gente, Olavo Bilac no Dufas, isso é que é prestígio!
    Bela poesia, Ricardim. Sim, espero envelhecer rindo, mas agasalhando mais que pássaros – se é que vc me entende, hahahahaha!
    Beijo,
    Helê

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  2. Lindo post e lindíssimas imagens, Helê, não conhecia a história da árvore do deserto, achei a coisa mais emocionante!

    Puxa, Dedeia, achei que tinha passado despercebido esse post. Num é mesmo uma bela história?
    beijo!
    H.

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