Complementando…

… o post da Sócia aí embaixo.

Sobre a velocidade dos dias que correm (ou que voam): ontem à noite estava eu no computador, escrevendo e acompanhando o tuíter –  que tornou qualquer evento de massa mais divertido -, a filhote vendo tevê. Ouvi a entrevista da atriz que tava locona (como diz a Katylene), vi o cara que subiu ao palco da Kate Perryguete. Antes de ir dormir, coisa de uma hora depois, o vídeo da atriz belba já tava no youtubis, e os perfis do cara no face e no twitter já estavam sendo divulgados nas redes. Mêda.

Helê

Hiperbebês

Quando nasceu meu filho, a pediatra chegou na maternidade, abriu a janela do quarto e o levou para ver a luz do sol. A orientação que recebemos, pais de primeira viagem, era de deixar o bebê aprender, desde logo, a diferença entre dia e noite. Também aprendemos a deixá-lo com roupas confortáveis e que não prendessem os movimentos, e a fazê-lo participar da rotina da casa, escutar as conversas, enfim, já ir se familiarizando com esse nosso mundo louco (obviamente que com os devidos cuidados em relação a higiene, barulhos excessivos etc).

Minha mãe e minha avó, que são duas mulheres de mente aberta e que respeitam muito o jeito de ser de cada um dos filhos e netos, aceitaram bem a mudança de paradigma – minha avó estranhou um pouco mais, minha mãe um pouco menos. Mas as duas fizeram questão de apontar a diferença para a forma como tinham aprendido a lidar com bebês. Antigamente, me contavam elas, antes de um mês de vida os bebês ficavam relativamente isolados da rotina do resto da família, sempre no quartinho escuro, com bastante silêncio. Aprendi com minha mãe a fazer uma trouxinha com os cueiros e mantas, transformando o bebê em um pequeno casulo super protegido e aconchegado. Mas esse era o jeito “antigo”, pois já não seguimos mais a lógica de conter o bebê, e sim o deixamos livre para se movimentar.

O resultado são crianças espertíssimas, que se sustentam em pé com pouco mais de seis meses, andam rápido, assistem DVDs educativos com a maior atenção do mundo, aprendem a se comunicar muito mais cedo que nós e todas as gerações que nos antecederam. Todas as titias, vovós e bisavós se espantam: “nossa, como esse(a) menino(a) é esperto(a)! No meu tempo não era assim!”

Não cabe criticar ou questionar – esse é o espírito do tempo, e temos que lidar com a realidade, seja ela como for. Mas não consigo evitar, fico pensando: será que a atual “epidemia” de crianças hiperativas tem relação com essa quantidade de estímulos que nossos bebês recebem desde tão cedo? Estamos estimulando ou estressando toda uma geração? A conferir.

-Monix-

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