Manifesto comentário

Não sei exatamente como se faz um manifesto, mas gostei do título. A ideia veio depois que eu vi o síndico, o Alex Castro, dizer em algum lugar que blogue sem comentário não tem razão de ser.  E quando ele concorda com alguma coisa que eu penso eu me acho muito inteligente.

Espantei-me com uma leitora que disse “achei tão bonitinho vcs dizendo que gostam de comentários que resolvi escrever”. Reloou?! É só por isso que a gente escreve –  não é mesmo, sócia? Nós já dissemos isso aqui em várias ocasiões, mas convém lembrar: escrevemos para ser lidas e comentadas.

Parece egolatria, e é e um pouco, mas o que você esperava de alguém que se propõe a subir num caixote e falar o que vem à cabeça, aka alguém que tem um blogue? No entanto, é menos raso que isso, porque a gente comenta ideias, conceitos, desejos, mil coisas mais importantes que nós e nossos eguinhos, coitados. Comentar –  ou deixar pegadas, como convencionamos aqui –  significa pegar seu lugar no caixote, se expor um bocadinho e se colocar disponível, aberto para a troca. Não deixa de ser um gesto generoso não apenas conosco, mas com todos os eventuais leitores da nossa amada nanoaudiência.

A diminuição de comentários não é exclusividade do Dufas. Dona Moquinis já observou com a costumeira acuidade: são as novas mídias, que amplificam o alcance ao mesmo tempo em que pulverizam a interação. Não há muito a fazer a não ser tentar usá-las a nosso favor e recolher as impressões dispersas pelaí. Mas como tenho essa carência timaia de retorno,  lembrarei sempre que nesta casa, que é nossa, as pegadas são sempre muito bem-vindas.

Helê

Heróis

Entrando no clima das crianças

 

Asaf Hanuka

Helê

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