Dia 1 – Filme da Minha Vida

Estou começando hoje um meme chamado Um Mês, 31 Filmes.

Pronto, já vou começar declinando. Porque, né? A Tina Lopes inventou esse meme, eu não podia ficar de fora de jeito nenhum, mas vou ter que fazer uma (não tão) pequena adaptação. A lista dela, de 31 filmes que marcaram, pede sempre o “melhor” filme de cada categoria. Mas não dá, minha memória não é nada boa, meu sistema de ranqueamento veio com defeito de fábrica e eu simplesmente não consigo escolher o “melhor” para nada. Nem cor favorita eu tenho. Então minha ideia é substituir, por exemplo, o “melhor filme dramático” por algo como “um filme dramático de que gostei e consigo me lembrar agora”. Sem traumas.

Mas aí que o meme começa com o filme da minha vida. Simplesmente o ranking de todos os rankings, algo que, é claro, não conseguirei fazer.

Apenas para efeito ilustrativo, ou seja, para deixar a brincadeira começar, digamos que o filme da minha vida seja Casablanca. Porque foi o primeiro que me fez enxergar o Cinema por trás de um filme. O primeiro que me mostrou a técnica, tanto da narrativa quanto da direção, montagem, fotografia etc. E porque, mesmo com tudo isso, é um dos poucos que me emociona todas as vezes, mesmo que eu saiba de cor cenas, takes, diálogos. Quando todo mundo que está no Rick’s Café se levanta e começa a cantar a Marselhesa, eu choro.

-Monix-

Elegância e beleza sob medida

Nunca tinha ouvido falar em ex-libris até minha amiga Caetana trazer uma caixa deles para mim, uma versão moderna do que antes era um selo personalizado que indicava a propriedade do livro. Com a intenção de poupar o presente, transformei os meus em deferência concedida apenas aos livros especiais, aqueles dos quais não quero nunca perder o contato, embora possam passar temporadas com amigos de confiança. Pois um desses foi parar nas mãos da Anna V. – pessoa que eu gosto muito mais do que vejo -, era sobre um herói em comum, o Shackleton. Para entregá-lo, marcamos um encontro ampliado, um troca-troca de livros, espécie de swing literário, em que estiveram presentes também o Cláudio Luiz, Dedeia e La Outra. Conversa daqui, cerveja de lá, e a Anna repara no meu ex-libris, a gente concorda sobre a nobreza do conceito, lamenta o fim da tradição e segue para o próximo assunto. Mas, para a sensibilidade do artista presente, foi o suficiente. Cláudio Luiz tirou dessa conversa ligeira a ideia para presentear Monix, e voilá:

Além dos melhores leitores do mundo, tenho também os amigos mais talentosos – e Cláudio Luiz se enquadra nas duas categorias, louvado seja. Houve boatos de que já há fila de espera, mas ele aceita encomendas, viu? Vai lá: http://correioselado.blogs.sapo.pt/

Helê

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