Dia Nacional do Samba

Faz parte da cultura do samba um chororô permanente que, ainda que tenha raízes verdadeiras, sutenta certa vitimização que me incomoda um pouco. Sim, concordo com os baianos, o samba é filho da dor, mas me concentro na outra identidade, a de pai do prazer. No frigir dos ovos e no requebrar das cadeiras, eu fecho com Paulinho:

Há muito tempo eu escuto esse papo furado dizendo que o samba acabou

– só se foi quando o dia clareou!

Para me certificar, a cada vez que ouço falar do fim, não me resta alternativa a não ser sair pra sambar…

(Do Amador_a)

Eu canto samba
Por que só assim eu me sinto contente
Eu vou ao samba
Porque longe dele eu não posso viver
Com ele eu tenho de fato uma velha intimidade
Se fico sozinho ele vem me socorrer

Eu canto samba, Paulinho da Viola

Helê

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