Posts inesquecíveis – Ela fala e sai andando

Vivendo e aprendendo a brigar! 
Dois meninos brigavam. Ambos de 6 anos.
Berros e mais berros, um na cara do outro. Como era hora do recreio e nenhum dos dois demonstrava que partiria para as vias de fato, fiquei por perto, observando sem interferir.
– É você!
– Não! É você!
– Eu, não! Quem fala primeiro é que é!
Nada original. Nada diferente do que vejo diariamente. Até que (DESCULPEM A MÁ PALAVRA, MAS PRECISO REPETIR EXATAMENTE COMO ACONTECEU)…
– FOOOOOODA-SE!
– Repete! Repete se você é homem!
– FOOOOOODA-SE!
– Se eu sou FODA-SE, você é… é…. Ah! Você é BURRO-SE, IDIOTA-SE E MELECA-SE!
Os amiguinhos em volta riram. O boquinha suja ficou magoado e chorou. Entre uma lágrima e outra, acusava seu amigo de ter sido “muito vilão!”. Agora vejam só o que é um palavrão  usado sem ciência… tsc, tsc, tsc… Para um menino de 6 anos, “burro-se”, “idiota-se” e “meleca-se” são agressões muito mais concretas do que o tal do “foda-se” que ele sabe que é feio, mas nem faz idéia do que significa. Anotei.  E de vez em quando vou sair distribuindo muitos “meleca-se”, para quem quiser ouvir.
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Li esse post graças à La Otra, que o compartilhou no antigo GReader (aquele troço que era bom exatamente porque te dava acesso a posts e blogs que você não conhecia, via recomendação de amigos. Agora virou aquela forçação de barra compulsória do g+, blé). O grande mérito do texto está na capacidade de observação da autora, tanto do que acontecia ali quanto do modus operandi das crianças. Divirto-me com ele todas as vezes que leio, e de vez em quando, estando muito brava mas bem-humorada, extravaso com um sonoro “meleca-se!”.
(Naturally me Ashley via Melissa Carpenter )
Helê

Bom dia

(Flickr / captainmcdan via observando)
 Helê
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