Toca Raul

Não me considero uma grande fã de Raul Seixas, mas em sendo da geração dos “filhos da Revolução” cresci ouvindo suas músicas e assistindo a cada nova estreia de seus proto-videoclipes no Fantástico.

Talvez justamente por ter acompanhado cada lançamento ainda com pouca idade, só fui entendendo cada uma de suas músicas com o tempo. Então minha relação com a obra de Raul Seixas é bem interessante – porque o descubro aos poucos, e a cada nova face que se revela, gosto mais um pouquinho. Como Caetano Veloso, me deslumbro com a poesia de Ouro de Tolo. E também com a beleza de A Maçã, com o hermetismo de Gitã, com a graça de Mosca na Sopa.

Na minha opinião, ele tem pelo menos duas canções geniais, e ambas trazem verdades que “por terem sempre estado ocultas quando terão sido o óbvio” rapidamente se tornaram quase-bordões. Hoje não é mais preciso saber quem foi Raul Seixas para se dizer uma “metamorfose ambulante” ou um “maluco beleza”.

E vejam só, que em seu depoimento ao filme Raul – o Início, o Fim e Meio Paulo Coelho diz que gostaria de ter sido parceiro de Raul justamente nestas duas composições: Metamorfose Ambulante e Maluco Beleza. Aliás, a presença de Paulo Coelho é uma das âncoras do documentário. Carismático, generoso com o antigo parceiro, ele nos aproxima um pouco do que devem ter sido aqueles anos loucos. Em determinado momento, surge uma mosca, que ele carinhosamente espanta chamando-a de “Raul”. Mas depois não se contém, e o que acontece não conto pois vocês precisam ver.

-Monix-

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3 Respostas

  1. Se eu tivesse a sua competência, teria escrito algo mais ou menos parecido com isso, sobre esse filme. Eu gostei muito mesmo. Gostei também da cena com o tal sacerdote (?) da Sociedade Alternativa, dizendo que enquanto o Paulo Coelho não pedir oficialmente o desligamento, continua fazendo parte e seu juramento segue válido. A platéia com que eu assisti ao filme riu muito em várias partes, e aplaudiu emocionada no final, cantando junto a música enquanto subiam os créditos.
    Ah, outra âncora da narrativa, na minha opinião, são as mulheres da vida do Raul, os relacionamentos que estabeleceram com ele, e entre si, de certa forma. Tremenda figuraça, o Raul.

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  2. Eu tbm adorei o filme, meninas! A minha platéia tbm riu, cantou e aplaudiu, Ana. E eu achei incrível quanto amor, quanta paixão essa figura genial despertou. Impliquei com o Paulo Coelho no início, depois me rendi a ele, a participação dele realmente é ótima, e a cena da mosca é impagável. Fiquei tentando lembrar se eu estava nesse show do Canecão em que ele subiu ao palco pra cantar com o Raul, mas realmente não me lembro, só lembro da emoção de estar ali, sabendo que provavelmente era um dos últimos shows da vida dele – e era mesmo!

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  3. Também sou da turma do Raul, Helê. Vi o último show dele, em Campinas, com o Marcelo Nova. Vou correndo ver o filme…ainda mais que ando “eu devia estar contente…mas não posso ficar aí parado…”

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