A vida é uma festa

Apesar de ser uma auto-declarada antissocial, sempre fui festeira e para mim comemoração de aniversário tem que durar uma semana, senão não tem graça. Em geral é um lanchinho com a família, no próprio dia, um almoço com o pessoal do trabalho, um encontro com os amigos no fim de semana mais próximo. Tudo isso diluído ao longo de dias dá a sensação de prolongar o momento festivo.

Como a data do meu aniversário é espremida entre três feriados, sendo dois nacionais e um municipal (21 de abril – Tiradentes; 23 de abril – São Jorge; 1º de maio – Dia do Trabalho), costuma ser difícil achar uma data boa para comemorar, sempre tem gente viajando, mas mesmo assim todo ano a gente dá um jeito.

Só que nos últimos anos tem me dado uma certa preguiça de comemorar. Aquela ansiedade pré-aniversário, os preparativos com antecedência… não rolou. Depois eu acabava me empolgando e retomava o ritual de uma festa aqui, um almoço ali, e a semana de festejos estava garantida. Mas este ano não. O aniversário veio e se foi e eu continuo sem muita vontade de festa. Vai ver a crise dos 40 chegou meio atrasada. Não sei. Mas realmente não tenho mais idade para fazer o que não estou com vontade. E a não ser que mude alguma coisa nas próximas 24 horas, não pretendo mesmo marcar nada – ontem já vi meus pais, meus irmãos e sobrinhos, mais filho e namorado, e estou satisfeita.

O interessante é que mesmo com toda essa misantropia que me assola de repente, o mundo digital mantém nutrida a necessidade de receber afeto e homenagens que todo aniversário carrega consigo. O Facebook é uma festa que acontece com ou sem a presença do aniversariante, e isso é muito bom. Ao longo do dia e à noite, antes de dormir, vocês fizeram parte da minha comemoração.

-Monix-

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