Nos Bares da Vida

Me lembro que há anos e anos atrás, quando começou o processo de sofisticar a gastronomia carioca, dizíamos que estava rolando uma “paulistanização” dos botecos cariocas. Aos poucos, os botequins tradicionais foram fechando ou sendo reformados, ficando todos muito chiques. E mesmo eu, que nunca fui de beber e nem frequento botequins, lamentava a descaracterização de parte importante do patrimônio afetivo da cidade.

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Minha melhor amiga da faculdade inventou, quando éramos recém-casadas e tínhamos todas as noites livres, um projeto divertidíssimo que consistia em ir ao maior número possível de botecos ao longo de um ano. E eu, que não sou de beber, acompanhei e me diverti e me senti muito à vontade em bares da Zona Sul, do Centro e de todo canto.

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Vai daí que hoje à noite tínhamos combinado, nosotras e duas amigas queridas, um encontro na champanharia de Botafogo, tirando onda de chiques e sofisticadas. Só que chegamos lá e a fila tinha umas 50 pessoas na nossa frente. Quer dizer… nem pensar.

Então, para não perder a viagem, propus que mudássemos de planos e fomos a um boteco responsa* bem ali em frente ao final da Bambina, no encontro com a Marquês de Olinda. Um bar que fica num sobrado antigo, que não tem nem nome na placa, e que sempre tive curiosidade de conhecer. E vejam só que coisa, eu que não sou de beber estou escrevendo com sei lá quantas cervejas na ideia. Cervejas de garrafa. Acompanhadas de petiscos diversos (sem cardápio), e de um papo divertido, daqueles que só um bom botequim pode proporcionar. Hic!

-Monix-

* <carioca mode on>
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