Passa mais tarde


“Definição de insanidade: fazer a mesma coisa diversas vezes esperando resultados diferentes”

Albert Einstein*

Essa frase me vem à mente a cada referência eleitoral que cruza meu caminho. Eu, que nunca fiz a linha anarquista, punk ou porralôca, não estou vendo o menor sentido em participar do processo, sob nenhum aspecto. Daqui até lá tem tempo e é provável que  até outubro eu me convença ao menos a votar. Não sei, vamos acompanhar. Mas nunca antes na história desse país eu tive tanta preguiça de falar sobre eleição, nunca o sistema todo soou  tão inócuo. Qualquer comentário que dure de mais de três frases e o velho Albert sussurra na minha orêia: ” A definição de insanidade…” Por enquanto, tô fora.

Seriously— (by Any Syler)

*Caras, eu super respeito um cara que usa essas pantufas e ainda e se deixa fotografar com elas. Tem que.

Helê

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3 Respostas

  1. Tens razão, Helena. A gente se sente impotente e inapetente diante da situação política do país. Mesmo aqueles políticos que poderiam fazer alguma diferença, já não fazem porque o sistema todo parece falido. O diabo é que certas coisas dependem de nós, como dizem e repetem por aí, mas não encontramos uma saída honrosa. O direito ao voto, esse tão cobiçado princípio da democracia, se mostra inócuo. Não porque sejamos derrotados, mas porque mesmo vitoriosos, parece que perdemos. Já não queremos participar da farsa, já não queremos ouvir sobre os desmesurados salários, já não queremos ser envergonhados pelas licitações fajutas, já não suportamos educação, saúde, etc etc etc tão precários, já não agüentamos mais ver a cidadania ultrajada, no dia a dia, pelos … cidadãos, porque, convenhamos, o desatino cotidiano é feito, dir-se-ia perpetrado, pelos iguais a nós, no trabalho, no trânsito, nos restaurantes, nas ruas, nos cinemas. Resistir, quem há de? Querias desabafar? Eu também!

    Nem sei bem o que eu queria, Ricardinho. Talvez dividir minha surpresa comigo mesma, eu sempre estranho quando não respondo ao esperado – e logo depois fico satisfeita, porque manter a capacidade de mudar é fundamental. Agora aqui sempre vale desabafar, o lema é “fica à vontade, a casa é nossa”.
    Beijo!
    Helê

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  2. fiquei tão animada lendo vcs… #NOT

    Eu juro que não queria desanimar ninguém, Dedear. Minha…descrença? desânimo? nem sei como chamar. Minha apatia não virou bandeira,eu ainda dou a maior força para o engajamento e tals. Mas feito aquela camisa, “vá ao teatro – mas não me chame”, lembra? 🙂
    Beijoca,
    Helê

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  3. Acho que boa parte da turma “meio intelectual, meio de esquerda”, depois de ir a todas as passeatas e campanhas, desde da década de 80, encerrou um ciclo com os 8 anos do governo Lula. A politica nacional não me apaixona mais. Bom, já falei, me sinto assim. Agora, os candidatos também não ajudam nada, né, nessa eleição municipal.

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