Ideia na cabeça, câmera na mão – e uma vaquinha pra ajudar

Olha aqui, presta atenção: esta não é a nossa canção, mas sim o documentário que a minha amiga Paula Damasceno está preparando sobre o “The Carolina Theatre”, um cine teatro de 85 anos, ativo graças ao empenho da comunidade em Greesboro, Carolina do Norte, EUA. O que você tem a ver com isso? Muito, se você gosta de cinema e história, porque o Carolina é como aquele cinema do seu bairro, lembra? O Baronesa ou o Bruni, no Rio (citem os seus cinemas extintos, leitores paulistas, mineiros e demais). Só que esse sobreviveu e tem inúmeras histórias para contar – inclusive do tempo em que brancos e negros tinham lugares específicos para assistir aos espetáculos e filmes. O tempo passou na janela e essa Carolina viu tudo.

A diretora do documentário está fazendo um crowdfunding, ou melhor, uma vakinha para comprar a passagem necessária para finalizar o documentário. Na página Carolina 85 ela explica tudo melhor que eu, e você pode ver um teaser do filme. Eu agradeço a quem puder colaborar e recomendo naquela minha categoria máxima, dicumforça. Com 10 reais você ajuda a fazer um filme – mais barato que assistir a um, dependendo do cinema. Eu já colaborei, e você? Vai lá. Agora, não deixa pra depois  😉 .

Helê

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Bom domingo

(Deux pas de deux… por Stéphane Berla em 500px)

Helê

D.I.A

(Do meu  board Companheiros/Dudes)

Desconheço maneira melhor de caminhar pela vida que ao lado de um amigo

Aquele Abraço para os meus!

Helê

Na linha

(Repinado de Ink por Michaela Sch.)

(Repinado de Photography por 02 .)

Helê

Visitando o passado

How to be a Retronaut  é site interessantíssimo com um  nome estranho, que  tem o seguinte lema: “O passado é um país estrangeiro. Este é seu passaporte”. Um país vasto no qual cabem desde ilustrações do século 18 até fotos da década de 1970. Há sempre surpresas nessas viagens, costumes e personagens que encontramos inesperadamente perto ou distante de onde pensávamos que estavam. Veja exemplos e tire seu passaporte.

Matéria da Playboy de 1969 fala sobre a ‘linguagem das pernas”

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Etiqueta no cinema, 1910’s (alguns deveriam ser reeditados)

 

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E essa família, você conhece? A foto é de 1987

The Osbournes

Helê

Malta

Como legítima representante da “geração carapintada”, quando vi o bochicho no Facebook sobre a entrevista da ex-primeira dama Rosane Collor me interessei e fui assistir no site do Fantástico.

Com Rosane não tive nenhuma surpresa: continua com o mesmo ar de quem “não sabe para onde venta” (expressão que roubei de um amigo). Não consegue articular nenhum comentário que fuja minimamente do senso comum, e se esmera na arte de falar, falar e não dizer nada.

O que me espantou, porém, e sempre me espantará, é a incapacidade da reportagem brasileira de fazer uma entrevista de verdade. Sempre fico com a impressão de que, para agendar determinadas entrevistas mais “polêmicas”, a produção faz algum tipo de acordo com o entrevistado sobre quais são os  temas permitidos.

Por exemplo: Rosane é filha de um representante do coronelismo nordestino, e embora bem menos poderoso que o clã dos Collor de Mello, o “Sinhozinho Malta” poderia ter sido citado na entrevista. O que ela faz hoje, além de frequentar a igreja evangélica? Casou-se novamente? Não teve filhos com o ex-marido, então em que se baseia a pensão? Na renda dele como senador, em seus bens, nos de sua família, que é dona de empresas de telecomunicações em Alagoas?

Ao invés disso, o que vimos foi uma entrevistadora seguindo um roteiro que atende à agenda da entrevistada: conta os rituais de “magia negra” como o máximo destaque, fala de sua conversão usando o indefectível “encontrei Jesus” como justificativa para o arrependimento, insinua que o ex-presidente fez macumba pra seus inimigos que, por causa disso, morreram todos, e se recusa a falar sobre as denúncias de corrupção que ela mesma sofreu, durante a presidência da LBA. (A própósito: que fim levou a LBA? Desde Ruth Cardoso nunca mais ouvi falar, e agora que não temos primeira-dama, será que ainda existe?)

Enfim, cadê reportagem? Cadê polêmica? Cadê Frost/Nixon? Não sei se isso é coisa da imprensa brasileira, que tem a tradição da subserviência no DNA, ou se é tendência mundial. Mas tá faltando sangue nos olhos da turma, eu acho.

-Monix-

Bom domingo

(the pact of love por julieanneimages em Flickr)

Helê

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