Tem que estar moleque

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Então que hoje é o aniversário da Helê, mais que amada sócia no blogue, parceira na vida, amiga de todas as horas, vinda ao mundo no dia de Cosme e Damião, no dia dos erês – aqueles que para entendê-los tem que estar moleque. E é assim também para entender Helê: tem que estar moleque, tem que ter a consciência leve. 

Vamos aproveitar o momento de comemorações e deixar uma risada bem gostosa, do jeito que ela sabe dar melhor que ninguém, para alegrar o dia da nossa querida Frida Helê.

Parabéns, minha sócia querida. Que seus dias sejam sempre abençoados com a graça da criança que vive em você.

-Monix-

PS – E a sintonia que nos une permanece… vim postar a imagem de Cosme e Damião… e encontrei outra, postada pela própria aniversariante 🙂

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Salve Cosme e Damião!

COSME DAMIÃO

E viva eu também! \o/

Helê

Lido por aí

Minhas leituras recentes compõem uma surpreendente sequência de livros tão bons quanto diferentes entre si. Às vezes eu passo semanas sem ler algo relevante e fico com medo de ter emburrecido, ou de ter perdido um dom. Mas aí eu me enamoro de um obra desavisadamente e ufa!, ainda sou uma Leitora, gozando as vantagens que esse passaporte premium me confere.

Nas últimas semanas estive em lugares incríveis com pessoas interessantíssimas, reais e ficcionais. A boa  maré começou com “A visita cruel do tempo“, indicação de R. que aguardou pacientemente o momento de ser finalmente aceita. Não foi na primeira página nem no primeiro capítulo, mas quando eu e o livro entramos no mesmo ritmo, como um galope bem-sucedido, só parei ao fim, arfando com criatividade da narrativa, a honestidade de uma ficção tão realista – por isto mesmo brutal e bela ao mesmo tempo.

imagesEm seguida acatei a sugestão de mi sócia, que também já aguardava sua vez na prateleira, “A vida imortal de Henrietta Lacks“,  um livro que eu não leria espontaneamente. A contracapa falava sobre umas tais células HeLa, importantíssimas para a ciência mas que eu ignorava totalmente. É sobre ciência e ética, mas é também sobre outras tantas questões não enunciadas: relações raciais e racismo os EUA, família, a vida rural americana, a obstinação em cumprir uma missão, antes mesmo de ter consciência completa dela. Ao mesmo tempo em que é uma história muito americana, poderia ser a história de muitas famílias negras da diáspora: onde lê-se Lacks poderíamos ler Silva, sem prejuízo da história. Só lendo para saber como e porque.

downloadPara me recompensar por uma meta alcançada, me dei de presente “Do que falo quando falo sobre corrida”, do Murakami, que é conhecidíssimo por vários outros livros e peças, menos por esse, que é uma espécie de biografia de sua vida nas pistas. Nunca havia lido nada dele, e confesso que temo não gostar tanto do ficcionista quanto gostei do corredor. Leitura saborosa, divertida e companheira, daquelas que você faz balançado a cabeça e concordando com várias ideias e compartilhando passagens – como quando ele diz que “Simpathy for the Devil” é ótima para correr (indeed!). Saber que trata-se de um oriental talvez tenha influenciado minha percepção, mas o fato é que considero  o  livro muito zen e espiritual, embora em nenhum momento se proponha a isso – acho que nem mesmo usa essas palavras. E apesar do apelo óbvio para quem corre, não se trata apenas disso, mas sobre como o autoconhecimento coloca você no caminho e no ritmo certos.

Há ainda mais duas paradas nessas minhas viagens literárias recentes, mas fico por aqui porque me alonguei mais que o recomendado. Se interessar, falo dos dois últimos.

Helê

Paris je t’aime

Assisti esta semana, depois de todo mundo, e depois de ter ido à Paris, à “Paris je t’aime”, essa colagem de curtas que supostamente usa a cidade como tema. Digo supostamente porque nem todos os cineastas convidados respeitam essa premissa, algumas das histórias poderiam acontecer em qualquer outra cidade. Há, claro, variações de qualidade, como se poderia esperar ao reunir 20 curtas de diretores diferentes. Mas o resultado final é agradável, e esta história, a última delas, simplesmente me arrebatou. Se não puder assistir ao filme todo, assista ao menos “14e Arrondissement” e a interpretação comovente de Margo Martindale:

Paixão nacional

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(Do Pinterest da Elis Marchioni – de onde eu já vi que vou gostar de muita coisa….)

Uma imagem encantadora pela qual me apaixonei à primeira vista, mesmo. Uma imagem, uma montão de palavras e outros tantos significados. Arrisque o seu 🙂 .

Helê

Ouça e corra

Gente, eu não aguento mais entrar aqui e não ver texto novo, é como receber visita em casa e não ter nada a oferecer – pega mal, né? Culpa minha, óbvio, que vivo perdendo na guerra entre o bom e o ótimo – sempre ganha o nenhum. E tendo o face para as bobices, falsos insights e pensatas insensatas, o blogue acabou virando este lugar reservando para os Textos Realmente Importantes, que nunca vêm.

Por tudo isso resolvi escrever este post num impulso, provocada por uma imagem encontrada por aí, sem excessiva elaboração – exatamente como eu fazia em doismiledeixapralá, quando comecei a escrever aqui.

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As minhas são (pelo menos nas últimas semanas):

1) Don’t stop me now, Queen

2) Sunday morning, Maroon 5

3) Empire State of Mine, Jay Z

4) Live and let die – Paul MacCartney

5) War – Edwin Starr

6) September – Earth, Wind & Fire

7) Moves Like Jagger – Maroon 5 & Christina Aguillera

8) Neide Candolina – Caetano Veloso

9) Do it – Lenine

10) The Thong song – Sisqo

E você, que canções te fazem correr mais rápido?

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Helê

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