Trocando o dia pela noite

Night Run: lá fui eu enfrentar a corrida noturna, percurso com areia e asfalto . Já havia corrido na areia, já há algum tempo os 5km deixaram de assustar. O bacana era correr sob a lua, num percurso desconhecido, eu que sou movida pela busca do novo nessa atividade que se mostra cada vez mais familiar e sempre surpreendente.

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Não deu pra “roubar”, correndo na areia durinha perto do mar. A maré estava alta, a areia não estava tão dura e pior, estava muito inclinada, diminuindo a vantagem de correr ali. O jeito foi encarar a areia fofa, na qual você faz o dobro do esforço para percorrer a metade do trajeto. O objetivo passou a ser “não caminhar”; tive que me reprogramar mentalmente e ajustar o botão Perrengue para dois níveis acima do esperado. Nos primeiros metros precisei concentrar tanto que nem liguei o som. Mas quando o fiz, Des’ree ajudou à beça: “You gotta be bad, you gotta be bold, you gotta be wiser/You gotta be hard, you gotta be tough, you gotta be stronger”.

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Quando fui para o asfalto foi como se o vilão que segurava meu suspensório soltasse de repente, me senti o coiote atrás do Bip Bip. Pelo menos era a impressão que eu tinha. Mas apesar da velocidade, aumentou o calor, porque perdi a brisa da beira do mar. Quer dizer: se houver a possibilidade do corredor se dar mal, o pobre se dará, esta é a verdade. Mas também é parte da graça.

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A quantidade de gente parando para se fotografar durante a corrida só não foi mais bizarra do que o cara que eu vi correndo com uma espécie de vara com a câmera na ponta, se fotografando ou filmando o tempo todo. Oi?

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No último km e meio, de volta à areia, à brisa e com a sensação que a chegada se afastava a cada vez que eu olhava pra ela. De novo: concentra em não caminhar, apenas — porque desistir nunca foi uma opção.

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1393786_10201686194334864_547678075_nA cereja do bolo foi ter sido  a primeira corrida com a Yabeta, companheira de outros carnavais (metafóricos e reais). Há tempos ela ensaiava começar a correr, e agora foi mordida pelo bichinho da endorfina. Sabor todo especial esse de compartilhar novos prazeres com antigos amigos.

Helê

PS: Essa vitória (ou você duvida que foi uma, independente da colocação?) é dedicada ao casal Rachel Vitalino e Rodrigo Aör, os fofos moradores de Tão Tão Distante (aka Barra da Tijuca), que deram aquela força na logística. Valeu, gente!

3 Respostas

  1. Helê,

    Que MÁXIMO :o))

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  2. Adicionando esta música djá na playlist aqui. 🙂
    Parabéns de novo pelo feito. O bom de correr na areia é quando acaba. Beeeeijo

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  3. gosto tanto de seu blog e você com preconceito…fiquei surpresa!

    Lisa, não tenho nehum orgulho em admitir que tenho sim, alguns precoceitos, mas não consegui identificar nenhum deles no texto, você poderia me dizer a que se refere?
    Abç,
    Helê

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