Só as mães são felizes?

Então liguei para casa para avisar que já estava chegando, num horário em que a pessoa [já nem tão] pequena costuma estar pronta para a escola. A primeira ligação caiu na secretária eletrônica, chamei carinhosamente por ela; na segunda, secretária de novo, comecei a ficar brava, mas me controlei; na terceira já estava p*ta, imaginando a pessoa ouvindo música alta enquanto minha preocupação aumentava na mesma proporção. Em resumo, foram 10 ligações até chegar, abrir a porta, chamar,  a pessoa não responder  e a alma deixar o corpo por instantes infinitos. Entre a porta de entrada e o quarto, separados por menos de quatro passos, o que a pessoa [que deveria ser] grande pensa? Caiu no banheiro, bateu a cabeça e está desacordada. Claro. Aí depara-se com a inocente  dormindo. E só então percebe que sequer cogitou a hipótese extraordinariamente provável de a criança ter perdido a hora.

Quer dizer.

Você, companheira mãe, não se engane. Você ainda é aquela que acordava de madrugada pra ver se o bebê tava respirando. Muda o berço, o bebê (um pouco) e a hipótese, mas você é a mesma. Sua mente continua dotada de velocidade supersônica de pensar merda. Mãe: uma condição que não tem cura.

Cá entre nós: ainda bem 🙂 ♥.

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(mother and son, 1962 • walter chappell do Ilpost.it)

Helê

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