Salvadores de obras-primas

Eu já tinha ouvido falar na história dos soldados aliados que, durante a II Guerra Mundial, salvaram milhares de obras de arte da destruição. Há um tempo atrás até me passaram um link – que já perdi – para o documentário The Rape of Europa, mas deixei para assistir depois, o depois passou, o tempo passou, e não vi.

Agora que ando atrasadíssima com os lançamentos do cinema, muito mais do que gostaria, fico sabendo que saiu de cartaz, ou está saindo, ou vai sair, enfim, já perdi minha chance, um filme baseado na história dos heróis da arte, os caras que correram a Europa atrás de monumentos e obras de arte – e graças a eles podemos vê-las nas cidades que foram bombardeadas, ou nos museus, galerias etc.

Já que não deu para ver o(s) filme(s), estou lendo o livro. A história é bem mais emocionante do que eu pensava. Na verdade, desde antes do início oficial da guerra Hitler já tinha a intenção de construir em Berlim o museu do Terceiro Reich, que seria o maior do mundo, com o maior e o melhor acervo. Os oficiais do exército alemão eram instruídos explicitamente a retirar obras de valor de seus museus de origem e levar para Berlim. Segundo o livro, estima-se em cinco milhões as obras saqueadas (e depois devolvidas).

Ainda estou no começo do livro, mas já fui completamente tomada pela história. É tão incrível que só poderia ser verdade – a ficção não seria capaz de criar uma trama tão mirabolante.

O autor, Robert M. Edsel, é um americano que, quando esteve na Europa em 1996, perguntou-se como aquelas obras de arte  e monumentos tinham sobrevivido aos bombardeios durante a guerra. E aí descobriu que quase não tinham.

-Monix-

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