Dez anos, duas fridas

Dois mil e quinhentos posts depois, parece que já falamos sobre tudo.

Tem um pouco disso – a sensação de esgotamento dos assuntos – e também um bocado do fato de que hoje a internet é mais pulverizada, e naturalmente a frequência aos blogues caiu, tanto dos leitores quanto dos próprios blogueiros, que hoje temos muitos outros outros canais pra levar nossos trenzinhos do ego para passear. O fato é que hoje escrevemos menos do que antes. Mas, como disse muito bem minha sócia no post aqui debaixo, além de um passado nós temos um futuro. Somos, afinal, sobreviventes: há quantos anos é anunciada a morte dos blogues? E olha nós aqui, resistindo no espírito original, sem monetizar, sem tematizar, sem instagramizar, pinterestar, tumblerizar. Apenas mantendo o contato e disseminando nossas opiniões não solicitadas por aí.

Não sei se duraremos mais dez anos – acho ousado pensar em tanto tempo numa época de iniciativas tão efêmeras. Mas se já viramos uma década, nada nos impede de completar a segunda.

Acompanhemos.

-Monix-

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Duas Fridas, dez anos

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Sim, mes amis, e assim se passaram 10 anos – e mesmo sem ver o rosto de algumas leitoras e leitores (para manter a citação musical), ainda assim estabelecendo conexões. De intensidade, duração e natureza variadas, mas sempre válidas, muitas vezes memoráveis e – sorte a nossa! -,  algumas realmente preciosas.

Mudamos de endereços, estado civil, cargos, emprego, opinião, roupa; mudaram as estações e muita coisa mudou, como é de se esperar nm espaço de tempo como esse. Ainda mais neste espaço-tempo digital em que os anos se contam mais ou menos como os anos de cachorro. Aos 10 anos de blogue nós, que somos do tempo do orkut, da época do ABC (ou seja, muito antes do 3G); do tempo em que wireless tinha fio, nós somos dinossauras da blogosfera, e resistimos aqui, menos frequentes, mas ainda relevantes, ouso considerar.

E, exceto pela remota possibilidade de um E.L.E. (evento que leva à extinção), gosto de pensar que ainda estaremos por aqui por mais algum tempo. Em meio às múltiplas e velozes transformações desses nossos tempos,  ainda permanece, a despeito do que dizem, o poder da palavra. O poder de unir pessoas, pensamentos e energias através desta invenção insuperável, do mesmo modo como a gente liga pontos nas revistas de passatempo, formando figuras surpreendentes. Quero continuar exercendo, bordando, cantarolando palavras por aqui, na esperança de uni-las a outras e viver essa aventura gratificante que é o encontro. Foi o melhor que tive dessa experiência, que começou com o encontro um tanto improvável entre mi Sócia e eu. Mais uma vez e sempre, obrigada a ela e a vocês.

PS: Vamos inverter a ordem este ano: avaliaremos, com enormes chances de aceitação, os convites de vocês  para a comemoração 🙂

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Prontas pra festa!

Helê

 

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