Bebendo muito café, comendo sem pensar, chorando miúdo e amiúde, dormindo sem sossego, gerúndios de sofrência (esse jeito divertido e fofo de chamar a dor). De todo modo, garantia não há: quando fiz tudo certo, cheguei na hora, usei os pronomes corretos, os exercícios em dia, mesmo quando me tratei bem a vida não. Quando ouvi “And I think is gonna be a long, long time” eu sabia que era comigo, mas até quando?  Pega na minha mão, segura firme e diz que vai dar tudo certo, embora você não tenha nem como saber, muito menos como garantir. Mente pra mim com toda sinceridade de que só somos capazes com aqueles que a gente realmente quer bem. Deixa eu sentir que você se importa, que eu importo. Dá aqui um abraço sem pressa e grande, largo, fundo, daqueles que, se não colam os caquinhos do coração pelo menos os mantém juntos, para que não se percam de maneira irreversível. Segura na minha mão e não solta.

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Helê

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