Deserto

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Morro de curiosidade de conhecer um deserto, acho fascinantes as cores, as proporções, as texturas. Dia desses vi um documentário sobre o deserto da Namíbia, que tem encantos peculiares como o encontro abrupto com a costa, a neblina formada a partir dessa junção, as dunas mais altas, atingindo até 300 metros de altura. Mas fiquei impressionada mesmo ao saber que, sendo o deserto mais antigo do mundo (tem algo em torno de 55 milhões de anos, enquanto o Saara não tem mais que sete), possui o maior número de espécies animais. Eu esperava o contrário, que num lugar inóspito há tanto tempo a vida animal fosse restrita, microscópica. Que nada: insetos, répteis e até mamíferos como antílopes e elefantes adaptaram-se como em nenhum outro ecossistema semelhante. No deserto mais antigo a vida animal é abudante porque aprendeu a se adaptar; o tempo mostrou-se uma vantagem  para que a vida encontrasse meios de resistir e se perpetuar, a despeito das condições, contra as expectativas.

Uma ensinamento que não consigo esquecer, embora suspeite que não tenha sido capaz de compreendê-lo plenamente. Lição tão poderosa que sequer ouso usá-la como metáfora para o que quer que seja. Mas, sei lá, me soprou uma esperança difusa.

Meu coração não se cansa.

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Helê

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3 Respostas

  1. eu também sou fascinadas por esses lugares inóspitos onde a vida teima em se perpetuar. do deserto mais quente à imensidão gelada dos polos. sou talvez a maior espectadora desses documentários da BBC, do canal discovery e outros. a gente conhece muito pouco do planeta em que vivemos, eu acho… e só se preserva o que se conhece… ❤

    Eu também adoro, Beth, dá até uma angústia quando penso que não vai dar tempo de ver tudo o que eu queria. Muitos temas me atraem, os desertos exercem uma atração especial. Como estou trabalhando com África, esbarro neles a todo momento, ainda que virtualmente. 😀
    Beijo grande, querida; obrigada pela visita e pelo comentário.
    Helê

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  2. Esse é meu destino de sonho número 1 há décadas. LOUCA pra ver este deserto da Namíbia. Você lembra o nome do documentário? Quero ver também! #obsessão

    Oi, Lucia, você por aqui, que bom! ❤
    Putz, eu não guardei, querida. Foi num discovery net animal geo planet desses da vida; eu muitas vezes fico pulando de um para o outro e esqueço onde estou. Dei uma olhada nos sites, mas eles são confusos, não consegui identificar. Eu mesma gostaria de rever, vou ficar de olho numa reprise e se rola eu anoto pra você.
    Obrigada e volte sempre!
    Beijoca,
    Helê

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  3. Estive perto, Helê, cheguei ao deserto do Namibe, que logo se tornou um dos meus locais favoritos na terra. Encontrar o deserto junto ao mar, descendo de Lucira para o Namibe não se descreve facilmente em palavras…
    Desta vez não deu para passar de Tômbwa / Porto Alexandre. Daí, se pudesse, desceria para a Baía dos Tigres e a Foz do Cunene. Depois disso a Costa do Esqueletos, e o deserto da Namíbia…
    Beijo

    Mas já chegou perto o suficiente para que eu o inveje, Pedro! Agora, o seu comentário me fez pensar que talvez o meu encanto por esse deserto em particular se dê justamente por causa da Costa dos Esqueletos, por ser o ponto de partida da viagem que o Amyr Klink narra em “Cem dias entre céu e mar”. Um livro que abriu meus horizontes para muitos destinos, assuntos e interesses.
    Beijo grande, saudade sempre,
    Helê

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