Acolhido

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(Heartwarming : Katie Vernon – Salvo de iconosquare.com)
Para Vera, com meu obrigada.
Da série ‘Corações’.
Helê
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Labiríntico

labirintico

(Pinterest)

Da série Corações

Helê

Obama’s pictures

May 24, 2014 "This photograph was from the annual White House Science Fair. It shows the President posing with Girl Scout Troop 2612 in Tulsa, Oklahoma. I think the eight-year-old girls–Avery Dodson, Natalie Hurley, Miriam Schaffer, Claire Winton and Lucy Claire Sharp–are called 'Brownies'. They had just shown the President their exhibit: a Lego flood proof bridge project. The fair celebrated the student winners of a broad range of science, technology, engineering and math (STEM) competitions from across the country." (Official White House Photo by Pete Souza)

Official White House Photo by Pete Souza

Não basta abaixar para ficar na mesma altura que as meninas (ou mais baixo que elas, who cares?); precisa usar a tiara também.

Obama e as melhores fotos.

Helê

Desbotado

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(Deborah Daniel, salvo de DeviantArt)

Da série Corações

Helê

 

De Amy a Kesha

e4328e152cc07582c39cd63cb087bddbAproveitando um ânimo kinda blues, finalmente assisti “Amy”. Sabia que depois sofreria o pior tipo de saudade, a incurável. Mesmo assim, sempre vale a pena ver Amy Winehouse, essa luz singular que se autoconsumiu. Uma angústia extra me acompanhou durante o filme, porque logo no início, aos 15, 20 minutos de documentário, eu tive a impressão que seu fim era inescapável. Como se faltasse algo desde sempre, algo na estrutura dela, que a fazia incapaz de suportar o próprio dom; sua fragilidade era do tamanho do seu talento. Emocionei-me algumas vezes, entre elas com Tony Benett, esse gentleman, e sua frase lapidar: “Life teaches you how to live it — if you live long enough”*.

Mas se Amy não viveu o bastante para aprender a lidar com suas habilidades e limitações, o fato de ter se tornado uma pop star foi crucial para isso. O documentário de Asif Kapadia, premiado com o Oscar, faz claras referências ao caráter duvidoso do pai de Amy e à influência do marido. Mas eu fiquei chocada com o episódio em que ela foi colocada desacordada em um avião para fazer um show que ela não queria. Como se faz uma coisa dessas com uma pessoa? Quando foi que a gente concordou que um contrato estava acima da vontade ou do bem-estar do contratado? E por que o papel de agentes, gravadora e assessores tem pouca ou nenhuma atenção quando se discute as razões dessa morte escandalosamente precoce?

Enquanto a imprensa dedicar amplos espaços a coincidências elevadas à categoria de maldição, enquanto insistirmos em apontar o dedo para familiares e para a própria Amy, vamos manter a conversa em um nível facebook, raso e pleno de obviedades repetitivas. A discussão deve ir mais fundo nas entranhas do showbizz e nos expedientes que ele usa para exaurir uma alma como a de Amy, depois de lucrar bastante. Nesse momento em que uma cantora vai a um tribunal solicitar a liberação de um contrato acusando seu produtor de variados assédios** – e tem seu pedido negado – precisamos olhar para essa engrenagem com menos deslumbre e um olhar mais crítico. Precisamos falar sobre Kesha. Amy nós precisamos ouvir, sempre.

 

Helê

*A vida ensina a viver, se você viver o suficiente
** Vale destacar que a cantora recebeu apoio de diversos artistas, alguns com os quais a única afinidade que ela possui é pertencer à mesma categoria. O que significa, a meu ver, que ainda que se possa contestar as acusações, elas são absolutamente plausíveis e, talvez, assustadoramente comuns.
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