Mais da mesma

Lembrei da data, pensei nas imagens e postei para lembrar o inesquecível, que Amy Winewhouse não está mais entre nós. Fui tomar um banho e então as palavras começaram a escorrer na mente; corri para registrar, antes que secassem.

Cinco anos desde sua morte, cinco anos que parecem meses e também cinco décadas, o tempo sempre distorcido pelo filtro da saudade. Lembro exatamente onde estava quando soube da morte dela, quem me avisou, o impacto da confirmação do que se sabia previsível mas, ainda assim, era inaceitável. Porque a Amy é para mim o que foram Elvis, Lennon ou Colbain para outros. Embora eu sinta e lamente a perda de muitos outros nomes, tenho com Amy uma relação toda especial, que inclusive pode ser rastreada neste blogue jurássico: a primeira referência aparece em 2007, e retorna outras tantas vezes, antes e depois de sua morte em 23 de julho de 2011. E acho que voltarei a falar sobre ela, mesmo daqui a muitos anos.05981aefb4fe98dffbadbfc7c3d9c077

Claro que conta o fato de ter acompanhado sua trajetória – seu arco excessivamente dramático, eu diria, se sua vida tivesse sido uma ficção. Mas já tenho tempo de janela suficiente pra ter acompanhado muitos outros talentos; isso não explica tudo, não justifica essa falta que não passa, a sensação de injustiça por ela ter tido tão pouco tempo para existir nesse mundo. Não sei precisar exatamente o porquê da minha ligação com Amy; essas coisas de amor e amizade a gente sente e aceita, agradece e aproveita – mesmo quando dói.

Helê

Uma resposta

  1. ela foi como um cometa muito, muito brilhante, que passou e desapareceu.
    tenho a sensação de que nem tive tempo de apreciar devidamente, o tanto que ela merecia, sabe?
    fui atraida e completamente abalada pela voz em primeiro lugar, pelo jeito de cantar, pelo poder daquela interpretação. mas em seguida meu coração se enchia de ternura pela menina, linda, incompreendida, tão solitária…
    acho que entendia demais a Amy, e tenho muito amor por ela, muito mesmo…

    “…a tristeza que é, numa tarde de sábado, saber que toda aquela porção de doçura e beleza precária que é Amy Winehouse deixou de existir”. A melhor frase, de um post da Dani Vasconcelos. Essa tristeza simplesmente não passa, Beth. Beijo,
    Helê.

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