Dê a preferência ao pedestre

Comecei a dirigir tardiamente. Quer dizer, fiz auto escola mais ou menos na época que todo mundo faz, mas deixei a carteira de motorista (vencida) na gaveta por muitos e muitos anos. Só fui tomar coragem e rumo na vida quando meu filho tinha um ano. Começou a me fazer falta a autonomia que só o carro dá. Dirigir, portanto, foi para mim uma decisão pensada, e não algo que fiz porque todo mundo estava fazendo e tal.

Por isso, da mesma forma que decidi começar a dirigir, estou decidindo agora parar de dirigir  – quer dizer, não vou desaprender, né, mas optei por não ter mais carro nessa cidade que depende fortemente do transporte individual.

placa pedestre

Respeite o pedestre!

Não foi difícil chegar à conclusão de que abrir mão do carro era a decisão mais lógica. Financeiramente, o automóvel não costuma ser a melhor opção, especialmente para alguém que trabalha em casa e não tem garagem (como eu).

Mas, como eu disse, ter um carro para mim foi uma conquista de um momento em que precisava de autonomia. Este que tenho hoje, particularmente, significava ainda mais que isso: foi o primeiro “zero” que comprei sozinha, com meu dinheiro, sem ajuda de ninguém nem para pagar nem para escolher.

Daí que entre decidir vender e tomar coragem para anunciá-lo demorei seis meses. Metade do ano ruminando uma decisão tomada, tem como ser mais taurina do que isso?

Bom, agora vai. Estou anunciando o carro e espero vender em breve, porque agora o seguro venceu e já não vou mesmo usá-lo mais. Estou me sentindo mais leve e ao mesmo tempo menos livre. Mas tenho certeza de que vou me adaptar. E agora me respeitem porque sou (de novo) pedestre. 🙂

-Monix-

 

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