Monix Day 2017

Foi preciso que o Rock in Rio fizesse 30 anos para que eu fosse a um – mas valeu a pena esperar, já que a companhia foi a melhor.

Foi preciso que inventassem a internet pra gente se encontrar, mas aquilo que tem que ser encontra força e meio de acontecer.

Foi preciso a maternidade para que nossa irmandade florecesse e criasse raízes profundas e ramificadas.

Precisarei agradecer sempre a precisão com que você chegou (e ficou) na minha vida, Sócia.

Feliz aniversário, Mione. Para você o que você gosta – diariamente.

Demais parabéns na caixa de comentários, sifazfavoire

Helê

Salve Jorge!

“Não peço a Deus que me dê,

mas que me ponha onde haja. “

(Howard David Johnson)

É o que eu peço, meu santo protetor, meu santo guerreiro: me ponha onde haja, que eu estou vestida com as roupas e as armas de Jorge.

Jorge é da Capadócia!

Helê

Enredado

(Via Pinterest)

Da série Corações

Helê

Descompasso

Uma conhecida me falava sobre a felicidade de, depois de trabalhar com produção, estar em uma escola, lidando com o dia a dia das crianças. Elogiava a concretude do trabalho: “Você vê o resultado do que faz na hora”, ela concluiu, empolgada. E eu concordei, alegando que todo mundo que trabalha com esta vaguidão chamada cultura sente falta disso. Disse a ela: “Às vezes eu queria, sei lá, fazer uma mesa de madeira igual a essa em que estamos, produzir algo real.” Conversa vai conversa vem, logo depois me peguei falando entusiasmada do quanto eu gosto de mexer com texto, com tudo o que lhe diz respeito: escrever, revisar, editar, aprimorar, adaptar. “A carpintaria” eu disse, usando uma metáfora recorrente, que naquela conversa soou redundantemente divertida. Percebi que meus textos são as minhas mesas – ora rústicas, ora elegantes; largas ou aconchegantes, sempre convidativas, generosas. Sobre elas gosto de servir, alimentar, celebrar, apoiar e agregar. E quando possível, tento decorá-las da melhor maneira, com beleza e sem frescura,  com aconchego e alegria, cores e amor.

Mas nasci em tempos de fast-food.

Helê

Maltratado

 

(Do Pinterest)

Da série Corações

Helê

Fofo

(Da Etsy, via Pinterest)

Da série Corações

Helê

Marli

marlisoares

 

Sobre feminismo, origens e referências, eu queria dizer que Marli Pereira Soares foi minha primeira representação de mulher maravilha. Sim, teve a Malu Mulher, a Linda Carter, a TV Mulher, a Simone cantando “Começar de novo” e emocionando a minha mãe, recém-separada. E teve também a Marli. Lembro com uma clareza impressionante (para quem tem a memória esburacada feito a minha) dessa mulher dizendo “Tenho pavor de barata. De polícia, não”. E da foto dela passando em revista um batalhão e apontando os responsáveis pela morte do irmão. Isso em 1979, em plena ditadura militar – e eu com longínquos 10 anos de idade. Marli Pereira, uma precursora na coragem e no sofrimento de milhares de mulheres negras brasileiras que choram seus parentes mortos pelo Estado – seja por omissão, incompetência ou genocídio puro e simples.

Helê

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