Uerj

Eu não me considero uma pessoa muito nostálgica – até porque minha memória tipo queijo suíço, cheia de buracos, perde muita coisa pelo caminho. Dos lugares por onde passo em geral retenho o mais importante – as pessoas. Daí que hoje voltei à minha universidade, levando a filha pra fazer uma prova. E fui invadida por uma inusitada e intensa nostalgia; bateu uma saudade danada daqueles corredores, pátios, da poluição visual dos milhares de cartazes, das histórias que vivi, da pessoa que eu fui ali, da efervescência do ambiente universitário.

A Uerj não foi a minha primeira opção, mas uma vez ali eu soube que estava no lugar certo. De lá trouxe pessoas importantes que até hoje estão na minha vida (ô sorte!); por estar lá cheguei até aqui – e, na real, não posso me queixar. Suspeito que os encontros que faria na ECO (a 1a opção) aconteceram de um jeito ou de outro. Assim foi com a minha Sócia aqui neste blotequim, com quem certamente cruzaria na Federal – mas teríamos firmado essa frutífera e invejável parceira então? Jamais saberei, mas o que precisa ser encontra seu caminho, maktub.

Em pouco tempo de Uerj eu dominei os códigos, fiz amigos e me senti totalmente à vontade. Logo percebi que aquela universidade, ao lado da linha do trem, entre Mangueira e o Maracanã, a mais carioca de todas, era o meu lugar. E hoje ao voltar lá com a minha filha eu me emocionei por reconhecer a universidade combativa que me formou.

A Uerj resiste – sobretudo no meu coração.

Helê

Monix Day – 10a edição

É hoje, gente, aquele dia de dar parabéns, presente, chamego, carinhos e afofamentos, virtuais ou não, nessa que é a nossa Hermione, a minha Sóciamada, a Monix (que também atende por  Mônica Chaves).

Viva ela! \o/\o/\o/\o/\o/\o/\o/\o/\o/\o/\o/\o/\o/\o/\o/\o/\o/

Helê

Valei-me, meu São Jorge!

“Sim, vou na igreja festejar meu protetor
E agradecer por eu ser mais um vencedor
Nas lutas nas batalhas”

Obrigada, Guerreiro!

Que me ponha onde haja.

Helê

Salve, D. Ivone

Dona, Diva, Dama. Arlindinho fez a aliteração que eu gostaria de ter escrito (inveja). Ouvi hoje de manhã enquanto me arrumava para trabalhar, atenta à cobertura da globo. Que, aliás, justiça seja feita, foi excelente, dando à D.Ivone a dimensão que ela tem na música brasileira.
Entre uma canção e outra eu me comovi, sorri, lembrei dos amigos de Koinonia e nossa coreografia em “Mas quem disse que eu te esqueço”, de um show que vi na Lapa; de outro em Madureira, no Trem do Samba – ela já com mais de 90, sentadinha na cadeira mas a voz límpida e segura, afinadíssima. E lembrei, claro, de “Sonho meu”, que minha mãe e todo o Brasil cantarolava no finzinho dos anos 70 e que até hoje é daquelas canções que animam qualquer roda e irmanam todos num coro ensaiado no inconsciente coletivo. A gente percebe a grandeza de um artista assim, quando se dá conta do quanto ele fez parte da nossa vida, mesmo que esteja não na estante de CDs, nem entre os nossos favoritos. Mas está entre os melhores.
Brilhe em paz, D. Ivone.
Helê

Marinho

(Pinterest)

Da série Corações

Helê

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