Salve, D. Ivone

Dona, Diva, Dama. Arlindinho fez a aliteração que eu gostaria de ter escrito (inveja). Ouvi hoje de manhã enquanto me arrumava para trabalhar, atenta à cobertura da globo. Que, aliás, justiça seja feita, foi excelente, dando à D.Ivone a dimensão que ela tem na música brasileira.
Entre uma canção e outra eu me comovi, sorri, lembrei dos amigos de Koinonia e nossa coreografia em “Mas quem disse que eu te esqueço”, de um show que vi na Lapa; de outro em Madureira, no Trem do Samba – ela já com mais de 90, sentadinha na cadeira mas a voz límpida e segura, afinadíssima. E lembrei, claro, de “Sonho meu”, que minha mãe e todo o Brasil cantarolava no finzinho dos anos 70 e que até hoje é daquelas canções que animam qualquer roda e irmanam todos num coro ensaiado no inconsciente coletivo. A gente percebe a grandeza de um artista assim, quando se dá conta do quanto ele fez parte da nossa vida, mesmo que esteja não na estante de CDs, nem entre os nossos favoritos. Mas está entre os melhores.
Brilhe em paz, D. Ivone.
Helê
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