Uerj

Eu não me considero uma pessoa muito nostálgica – até porque minha memória tipo queijo suíço, cheia de buracos, perde muita coisa pelo caminho. Dos lugares por onde passo em geral retenho o mais importante – as pessoas. Daí que hoje voltei à minha universidade, levando a filha pra fazer uma prova. E fui invadida por uma inusitada e intensa nostalgia; bateu uma saudade danada daqueles corredores, pátios, da poluição visual dos milhares de cartazes, das histórias que vivi, da pessoa que eu fui ali, da efervescência do ambiente universitário.

A Uerj não foi a minha primeira opção, mas uma vez ali eu soube que estava no lugar certo. De lá trouxe pessoas importantes que até hoje estão na minha vida (ô sorte!); por estar lá cheguei até aqui – e, na real, não posso me queixar. Suspeito que os encontros que faria na ECO (a 1a opção) aconteceram de um jeito ou de outro. Assim foi com a minha Sócia aqui neste blotequim, com quem certamente cruzaria na Federal – mas teríamos firmado essa frutífera e invejável parceira então? Jamais saberei, mas o que precisa ser encontra seu caminho, maktub.

Em pouco tempo de Uerj eu dominei os códigos, fiz amigos e me senti totalmente à vontade. Logo percebi que aquela universidade, ao lado da linha do trem, entre Mangueira e o Maracanã, a mais carioca de todas, era o meu lugar. E hoje ao voltar lá com a minha filha eu me emocionei por reconhecer a universidade combativa que me formou.

A Uerj resiste – sobretudo no meu coração.

Helê

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