As voltas que o mundo dá

Mais ou menos 20 anos atrás eu estava nesse saguão coberto de mármores, naquele que foi talvez o momento mais surreal da minha vida (no quesito profissional, com certeza foi): a Assembleia que decidiu pela derradeira greve de funcionários da Rede Manchete, minha escola de jornalismo na prática, experiência que me marcou para sempre, para o bem ou para o mal. (Eu conto meus altos e baixos na profissão nesse post do Medium. É divertido, e ao mesmo tempo meio nostálgico.)

Ontem voltei naquele emblemático prédio da Bloch / Rede Manchete, em outras circunstâncias. O prédio é outro, eu também. 

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O grande “M” que reinou sobre a paisagem da Praia do Flamengo durante tantos anos…

Quem passava pela Zona Sul do Rio nos anos 1980/1990 há de se lembrar do grande “M” metálico que destacava o prédio da Rua do Russel, com suas elegantes linhas modernistas traçadas por Oscar Niemeyer (depois de conhecer por dentro os apartamentos da Asa Sul de Brasília e de trabalhar por quatro anos nesse prédio lindo e infernal, que nos obrigava a pegar elevador e escada para ir do 4º ao 3º andar, não me peçam para idolatrar esse gênio maluco que construía lindas esculturas para a gente viver dentro, mas isso é outra história).

A vida é engraçada.

Quando a gente é jovem, tudo parece urgente demais. Mas o tempo passa e aquilo que era tão dramático na época de repente vira só uma dobra de esquina no longo caminho que é nossa vida. 

Não tem “moral da história” nem nada não. Só queria dividir esse momento emocionante com vocês.

-Monix-

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