Pastilhas Garota*

D. comentou num tuíte que gosta de ver filme sem saber nada antes, nem lê a sinopse. Horas depois, por questões profissionais, adicionei uma pessoa entre os meus amigos do Facebook. Mas não olhei o perfil porque tive esse mesmo impulso: não quero spoiler (e nem quero que o retrato das redes estrague a (boa) impressão que estou tendo da pessoa).
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Comecei a ver “Limitless” – que a minha dislexia tardia só chama de Timeless – porque eu preciso de uma bobagem pra ver de manhã, enquanto saio do banho, tomo café, arrumo a marmita. A série deriva de um filme, outro passatempo banal (com o plus dos olhos às vezes muito azuis do Bradley Cooper). Mas achei significativo que o superpoder do herói seja…a concentração – bem apropriado num mundo em que a gente recebe muito mais informação do que pode processar.
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No filme ele diz,depois de tomar a pílula pela primeira vez, algo como “não estou chapado, alegre, acelerado, bêbado. Apenas focado”. Um superpoder capitalista?!
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Tá, não é o foco. O protagonista da série (e do filme) também consegue acessar todos os arquivos da sua memória, lembrando de tudo o que já viu, leu ou assistiu na vida. Imagina a velha louca da memória sistematizando os trapos por cor, tamanho e textura e etiquetando todas as comidas num freezer computadorizado.

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Hoje me ocorreu que o que eu tenho menos anos a viver do que já vivi . Sem drama, só na matemática e na probabilidade. Como não sou muito boa nem numa coisa nem em outra, cair no drama seria fácil, então achei melhor ouvir algo pra distrair e fui ouvir um podcast pra treinar o inglês (excelente, aliás) . E o cara resolve destacar a expressão “in your prime”. E explica que o ‘prime’ de um atleta é diferente de um profissional, que também difere da perspectiva evolutiva e… Olha, vôticontá, hein!
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Adoro essa expressão, vôticontá, morria de rir dela quando era pequena. Porque na verdade não conta nada, o que era importante já foi dito antes e você só tá sublinhando a gravidade da coisa. Minha mãe usa muito, e eu sempre acho que é daquelas falas tipicamente cariocas/suburbanas . Mas sempre que escrevo essas coisas na internet aparece várias pessoas de diferentes procedências dizendo dizendo que também usam , não é exclusiva do subúrbio e nem sequer do Rio, inclusive era uma expressão usada na Inglaterra medieval…olha…
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O podcast sobre o qual falei acima chama-se Plain English. Tem atualizações duas vezes por semana, é rápido (uns 20 minutos) e o cara tem o tom certo, não é nem “engraçadinho” nem formal demais. Escolhe temas atuais e oportunos. Tenho ouvido coisas bem interessantes, mas isso vale um post inteiro.

Helê

*Porque Drops, só a Fal 

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