Mais estranho que a ficção

O Brasil realmente desafia as noções de verossimilhança.

Eu costumo dizer que a ficção é bem menos livre que a vida real. Porque se algo aconteceu, automaticamente é verossímil. Mas se sabemos que é uma história inventada, ela precisa fazer sentido. Por exemplo, se em um filme de ação um personagem pula em queda livre da estratosfera e consegue chegar ao chão vivo e inteiro, isso é um desafio à nossa suspensão da descrença. Até que alguém vai lá e faz isso na real. Aí já não é questão de acreditar. Aconteceu.

Mas então essa semana aconteceu o seguinte no Brasil: assessores dos deputados do maior partido de oposição, de esquerda, que tem um ex-presidente preso e outra deposta, ganharam na loteria.

Parece aquelas soluções de fim de novela. Tem que dar um final feliz pra todo mundo, esse grupo de personagens estava meio sem história, vamos fazer todo mundo ganhar na loteria pra resolver rápido sem precisar gastar tempo do último capítulo com coadjuvantes. Né não?

-Monix, incrédula-

Uma resposta

  1. […] umbigo, em resumo, que tem me dado mais prazer que o noticiário – , mas não posso perder esse gancho que minha sócia me deu, sem saber, para extravasar minha indignação. Sobre a notícia de que […]

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